Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Decisão sobre aprovação de contas no capital aberto é um marco para a governança no Brasil, diz especialista
Publicado 26/02/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 semanas
Mais três navios são atingidos no Golfo Pérsico enquanto o Irã alerta para petróleo a US$ 200
Plano de liberação recorde de petróleo indica que guerra no Oriente Médio pode durar meses
Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
Trump diz que vai usar Reserva Estratégica de petróleo para reduzir custos de energia na guerra contra o Irã
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Publicado 26/02/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferida na terça-feira (25) foi classificada como um divisor de águas para o ambiente empresarial. Ao analisar dispositivos da Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976), o tribunal consolidou o entendimento de que a aprovação das contas pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) gera efeito jurídico de quitação automática aos administradores, exceto nos casos em que haja comprovação de dolo, fraude ou má-fé.
Para o comentarista jurídico da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Fabiano Rosa, o julgamento representa avanço institucional. “É uma decisão histórica porque o STJ se debruça sobre a validade da aprovação das contas e firma que só há possibilidade de responsabilização por dolo, fraude ou má-fé se houver, como requisito processual, a anulação da aprovação dessas contas em assembleia”, afirmou.
Segundo ele, o entendimento reforça a previsibilidade no mercado de capitais. “Se uma conta foi aprovada, ela precisa gerar um efeito de segurança. Esse efeito é o da quitação”, disse, destacando que a decisão também corrige práticas pouco diligentes em estruturas de governança. “O Brasil se acostumou a ter assembleias e conselhos muitas vezes pro forma. Isso muda.”
Rosa rebate a interpretação de que o tribunal teria criado uma blindagem para gestores. “Pode parecer que há uma proteção excessiva, mas eu não vejo assim. A decisão reafirma a importância do sistema de governança corporativa – assembleia, conselho fiscal, conselho de administração e comitês”, explicou.
O comentarista também ressaltou que a corrupção privada tem impacto direto na sociedade. “A corrupção privada gera efeitos na vida das pessoas. Está tudo entrelaçado quando falamos de sistema financeiro nacional e crimes contra a ordem econômica”, afirmou.
Ele ainda apontou a necessidade de maior qualificação técnica nos conselhos de administração, especialmente em empresas com participação estatal. “Há casos de indicações políticas para conselhos que não cumprem o papel previsto na Lei das S.A., que é de fiscalização e diligência”, disse.
O debate sobre a extensão da responsabilidade dos conselheiros, segundo Rosa, ganhou força com episódios recentes no mercado. “Existe uma reflexão profunda sobre a responsabilização criminal de conselheiros que aprovam atos que depois se revelam fraudulentos. O caso das Lojas Americanas trouxe esse tema com muita força”, afirmou.
Para o especialista, o entendimento do STJ sinaliza amadurecimento do ambiente corporativo brasileiro. “O que vemos é uma maturidade do sistema, ainda que muitas vezes impulsionada pelo combate à corrupção. Mas esse avanço é inafastável”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?
3
Bancos pedem urgência em recurso que pode mudar destino da recuperação da Ambipar
4
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
5
Indústria farmacêutica deve crescer mais de 10% ao ano no Brasil até 2026 com inovação e políticas públicas