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Inflação dos alimentos acelera; veja os produtos que mais subiram

Publicado 14/01/2026 • 09:06 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em dezembro de 2025.
  • A alimentação fora do domicílio manteve trajetória de aceleração e subiu 0,60% em dezembro, acima da taxa de 0,46% registrada em novembro.
  • O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos, calculado desde 1980.
Alimentos na prateleira de um mercado.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

IPCA sobe em dezembro e fecha 2025 em 4,26%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE.

O resultado marcou aceleração em relação a novembro, quando a taxa havia sido de 0,18%, e levou a inflação oficial do País a encerrar o ano em 4,26%, segundo o IBGE.

Leia também: IPCA-15: dois dos 9 grupos pesquisados tiveram quedas de preços; veja quais

O movimento ocorreu em todo o território nacional, puxado, principalmente, pela alta dos alimentos, que voltaram a pressionar o orçamento das famílias após meses de alívio.

Alimentos interrompem sequência de quedas

Após seis meses consecutivos de recuo, a alimentação no domicílio registrou alta de 0,14% em dezembro. O avanço foi impulsionado por itens básicos e amplamente consumidos.

A cebola liderou as altas do mês, com aumento de 12,01%, seguida pela batata-inglesa, que subiu 7,65%.
As carnes também tiveram papel relevante na composição do índice.

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O grupo avançou 1,48%, com destaque para cortes como contrafilé, que ficou 2,39% mais caro, alcatra, com alta de 1,99%, e costela, que subiu 1,89%. Entre as frutas, a elevação foi de 1,26%, influenciada principalmente pelo mamão, com alta de 7,85%, e pela banana-prata, que aumentou 4,32%.

Do lado das quedas, alguns produtos ajudaram a conter uma pressão maior. O leite longa vida caiu 6,42%, o tomate recuou 3,95% e o arroz teve redução de 2,04% no mês.

Confira principais altas de alimentos em dezembro de 2025

Produto/grupoVariação em dezembro (%)
Cebola12,01%
Batata-inglesa7,65%
Carnes (geral)1,48%
Contrafilé2,39%
Alcatra1,99%
Costela1,89%
Frutas (geral)1,26%
Mamão7,85%
Banana-prata4,32%
Alimentação fora do domicílio0,60%
Lanche1,50%
Refeição0,23%

Comer fora ficou mais caro

A alimentação fora do domicílio manteve trajetória de aceleração e subiu 0,60% em dezembro, acima da taxa de 0,46% registrada em novembro. O aumento foi puxado principalmente pelo lanche, que ficou 1,50% mais caro, enquanto a refeição teve alta mais moderada, de 0,23%.

No acumulado de 2025, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de 2,95%, bem abaixo dos 7,69% observados em 2024.

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A desaceleração foi explicada sobretudo pelo comportamento da alimentação no domicílio, que fechou o ano com alta de apenas 1,43%, após registrar queda acumulada de 2,69% entre junho e novembro.

Café, chocolate e pão pesaram no ano

Apesar da desaceleração geral, alguns itens tiveram aumentos expressivos ao longo de 2025. O café moído foi o principal destaque, com alta acumulada de 35,65%, respondendo por impacto relevante no índice anual do grupo Alimentação e bebidas.

Também pesaram no bolso do consumidor o chocolate em barra e o bombom, que subiram 27,12%, e o pão francês, com aumento de 5,86% no ano.

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Na outra ponta, o arroz acumulou queda de 26,56% em 2025, enquanto o leite longa vida recuou 12,87%, ajudando a conter a inflação do grupo.

Inflação anual ficou abaixo de 2024

Com o resultado de dezembro, o IPCA encerrou 2025 em 4,26%, 0,57 ponto porcentual abaixo da taxa registrada em 2024.

No conjunto do ano, o principal impacto veio do grupo Habitação, pressionado sobretudo pela energia elétrica residencial.

Ainda assim, a dinâmica dos alimentos foi determinante para o comportamento da inflação nos últimos meses, especialmente no fim do ano, quando itens básicos voltaram a subir.

Leia também: IPCA desacelera e surpreende o mercado com menor alta do ano

O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos, calculado desde 1980. Em dezembro, os preços foram coletados entre 29 de novembro e 29 de dezembro de 2025, em 16 áreas do País.

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