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Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em nova fase da Operação Compliance Zero
Publicado 04/03/2026 • 07:24 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/03/2026 • 07:24 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Polícia Federal prendeu novamente, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo e de Minas Gerais.
A prisão de Vorcaro é parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.
A ação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, novo relator do inquérito.
Segundo nota oficial da Polícia Federal, a nova fase da operação apura a possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por parte de uma organização criminosa.
A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.
Leia também: Triplex milionário liga o “Rei do ovo” ao banqueiro Daniel Vorcaro
Além de Vorcaro, que já foi conduzido à Superintendência da PF em São Paulo, há um segundo alvo de prisão na capital paulista – cujo nome não foi divulgado porque ainda não havia sido localizado pelos agentes. A Justiça também determinou medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, contra outros investigados.
O STF também determinou ordens de afastamento de cargos públicos, além de sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões. O objetivo, segundo a PF, é interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente ligados às práticas ilícitas apuradas.
Esta não é a primeira vez que Vorcaro é detido no âmbito desta investigação. Em novembro do ano passado, o banqueiro ficou 11 dias preso durante a primeira fase da operação, deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Após a soltura, sua defesa conseguiu deslocar a investigação para o Supremo Tribunal Federal.
Leia também: Cunhado de Vorcaro é preso ao tentar embarcar para Dubai em jatinho
No STF, o inquérito caiu inicialmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli, período marcado por atritos constantes com a Polícia Federal. O cenário mudou no mês passado: a PF entregou ao Supremo um relatório contendo menções ao nome de Toffoli e registros de conversas dele com o próprio Vorcaro.
O caso foi então redistribuído ao ministro André Mendonça, que estudou o inquérito e autorizou a deflagração desta nova fase.
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