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FBI faz busca na casa de repórter do The Washington Post; entenda

Publicado 14/01/2026 • 20:08 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Agentes do FBI fizeram uma busca na casa da repórter Hannah Natanson, do Washington Post, como parte de uma investigação sobre vazamento de informações, segundo o New York Times.
  • A medida é considerada rara mesmo em casos envolvendo dados sigilosos e reacendeu preocupações sobre limites legais e liberdade de imprensa nos Estados Unidos.
  • Especialistas e entidades alertam para efeito intimidador sobre o jornalismo, em meio a mudanças recentes nas regras do Departamento de Justiça sobre uso de mandados contra repórteres.
Imagem de um distintivo e uma arma do FBI

Imagem de um distintivo e uma arma do FBI

Divulgação FBI

Agentes do FBI realizaram uma busca na casa da repórter Hannah Natanson, do The Washington Post, como parte de uma investigação sobre vazamento de informações. A medida é considerada incomum e representa uma escalada na postura do governo Trump em relação à imprensa, segundo reportagem do The New York Times (NYT).

De acordo com o jornal, esse tipo de diligência é extremamente rara, mesmo em investigações que envolvem informações classificadas. Uma lei federal de 1980, conhecida como Privacy Protection Act, impede, em geral, a emissão de mandados de busca para apreensão de materiais de trabalho de jornalistas, exceto quando o próprio repórter é suspeito de ter cometido um crime relacionado ao conteúdo investigado.

Durante a operação, agentes apreenderam laptops, um telefone celular e um smartwatch, informou um porta-voz do Washington Post. Em mensagem enviada à redação, o editor executivo do jornal, Matt Murray, afirmou que nem Natanson nem o veículo são alvos da investigação. Ainda assim, classificou a ação como “extraordinária e agressiva”, e alertou para possíveis impactos sobre as garantias constitucionais que protegem o exercício do jornalismo.

Ao longo do último ano, Natanson vinha acompanhando os esforços da administração Trump para demitir servidores federais e reorganizar a máquina pública em alinhamento com a agenda do governo. Segundo o NYT, muitos funcionários compartilharam com a repórter relatos de insatisfação, medo e frustração diante das mudanças.

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Investigação mira funcionário com acesso a dados sigilosos

Documentos judiciais indicam que a apuração tem como foco Aurelio Perez-Lugones, administrador de sistemas em Maryland que possuía autorização para acessar informações ultrassecretas. Ele é suspeito de ter impresso documentos confidenciais sem autorização e levado relatórios classificados para casa. Parte do material teria sido encontrado em sua lancheira e no porão da residência.

Ainda segundo o NYT, não está claro se o FBI tentou obter as informações por outros meios antes de recorrer à busca na casa da jornalista.

Em publicação nas redes sociais, a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que a diligência ocorreu a pedido do Pentágono, com o objetivo de localizar provas na residência de uma jornalista que estaria recebendo e divulgando informações confidenciais vazadas por um prestador de serviços da área de defesa.

O NYT relembra que, em 2013, o uso de mandados de busca para acessar materiais de jornalistas provocou forte reação bipartidária no Congresso, após investigadores terem classificado um repórter da Fox News como suspeito para contornar restrições legais.

À época, o então procurador-geral Eric Holder editou normas para impedir que jornalistas fossem retratados como criminosos apenas para viabilizar mandados de busca. Em 2021, Merrick Garland reforçou essas proteções, proibindo buscas e intimações para apreensão de materiais jornalísticos.

No ano passado, porém, Pam Bondi reviu parte dessas regras e reestabeleceu a possibilidade de uso de mandados e intimações contra jornalistas, desde que outras alternativas tenham sido esgotadas. No entanto, eliminou a vedação que impedia caracterizá-los como suspeitos de forma estratégica.

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O NYT também contextualiza que a Lei de Espionagem, da Primeira Guerra Mundial, criminaliza a divulgação não autorizada de informações sensíveis de defesa nacional. Historicamente, porém, o Departamento de Justiça evitou aplicá-la contra jornalistas, por entender que isso poderia violar a Primeira Emenda da Constituição.

Durante o primeiro mandato de Trump, esse limite foi tensionado com a acusação contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Em 2024, o governo Biden fechou um acordo para encerrar o caso, sem que a constitucionalidade da aplicação da lei a atividades jornalísticas fosse definitivamente testada.

O próprio Trump também chegou a ser acusado com base nessa legislação em 2023, em um processo que acabou arquivado após sua reeleição.

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