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Ataques de Trump ao Fed colocam em risco a estabilidade financeira global, alerta ex-presidente do BCE
Publicado 14/01/2026 • 16:05 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 14/01/2026 • 16:05 | Atualizado há 1 mês
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Andrew Caballero-Reynolds e Saul Loeb/AFP
Da esquerda para a direita, o presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 16 de julho de 2025, e o presidente do Federal Reserve dos EUA, Jerome Powell, no Capitólio, em Washington, DC, em 24 de junho de 2025.
Os ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano) podem ter consequências “gravíssimas” para o sistema financeiro global. É o que alertou Jean-Claude Trichet, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-governador do Banco da França, em entrevista à CNBC.
Segundo Trichet, o governo Trump estaria “tentando mudar as regras do jogo” ao romper com o consenso de independência dos bancos centrais que prevalece nas economias desenvolvidas há quase cinco décadas. Para ele, a politização da política monetária representa um risco direto à estabilidade financeira internacional.
O alerta ocorre após o presidente do Fed, Jerome Powell, revelar no domingo (11) que o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação criminal sobre a reforma de US$ 2,5 bilhões na sede da autoridade monetária. Powell afirmou que a apuração teria motivação política, em resposta à resistência do Fed em acelerar os cortes de juros exigidos por Trump.
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Na terça-feira (13), líderes de bancos centrais ao redor do mundo, entre eles Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, e Christine Lagarde, presidente do BCE, divulgaram um comunicado conjunto em defesa de Powell.
Para Trichet, a situação nos Estados Unidos começa a se assemelhar ao funcionamento de políticas monetárias em países emergentes com instituições frágeis. Ele afirmou que a “situação é extremamente grave”.
“Um Federal Reserve que seja o mais obediente servidor do Poder Executivo não é o que está previsto na Constituição dos EUA. O Fed responde ao Congresso, não ao Executivo”, afirmou.
O ex-presidente do BCE também chamou atenção para o cenário fiscal americano e global. Segundo ele, há um “consenso bipartidário” nos Estados Unidos para ampliar gastos públicos, o que aumenta a vulnerabilidade econômica e política em um ambiente de elevado endividamento.
“O que se observa nos EUA também vale, em maior ou menor grau, para a economia global como um todo. Estamos numa situação em que o endividamento, tanto público quanto privado, comparado ao PIB, está hoje mais alto… [do] que antes da quebra do Lehman Brothers”, disse.
Para Trichet, os mercados estariam subestimando os riscos. “O mercado está calmo demais diante dos riscos que existem por aí”, afirmou.
Ele acrescentou que uma eventual submissão do Fed ao Executivo seria prejudicial para a economia mundial.
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“Estamos vivendo um momento de grande vulnerabilidade da economia global. Também precisamos levar isso em conta. É um dos motivos pelos quais a desestabilização da relação entre o Executivo e o Federal Reserve nos EUA… é extremamente preocupante, sem dúvida alguma.”
Além da preocupação com os Estados Unidos, o Citi alertou que governos populistas na Europa também podem, no futuro, colocar em risco a independência dos bancos centrais, ampliando a instabilidade no sistema financeiro internacional.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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