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Polícia Federal avança na 3ª fase da Operação Coffee Break e investiga ex-nora de Lula

Publicado 15/01/2026 • 12:05 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Polícia Federal deflagra 3ª fase da Operação Coffee Break para apurar fraudes em licitações de materiais didáticos em São Paulo.
  • Investigação aponta organização criminosa estruturada, com empresários, agentes públicos e intermediários.
  • Contratos somam cerca de R$ 70 milhões, com suspeita de direcionamento, superfaturamento e lavagem de dinheiro.
Pilha de cadernos escolares

Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em licitações públicas envolvendo a compra de materiais didáticos por prefeituras do interior de São Paulo.

Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além da aplicação de medidas de constrição patrimonial, segundo a PF.

Esquema investigado desde 2021

O esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da Educação estaria em funcionamento desde pelo menos 2021, com ramificações em diferentes administrações municipais paulistas. Um relatório parcial do inquérito descreve a atuação de uma “organização criminosa estruturada”, formada por agentes públicos, empresários, lobistas e doleiros.

A investigação se concentra na empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para o fornecimento de kits e livros escolares a três prefeituras. Segundo a PF, os contratos teriam sido direcionados e superfaturados, com parte dos valores desviada para empresas de fachada.

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Alvos e conexões políticas

Na fase anterior da operação, deflagrada em 13 de novembro, a PF prendeu seis pessoas, incluindo o então vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, suspeito de envolvimento em fraudes nos municípios de Sumaré e Hortolândia.

Em novembro, Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi alvo da Polícia Federal. Ela é suspeita de ter recebido vantagens indevidas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como pivô do esquema.

A defesa de Carla Ariane nega as acusações e afirmou, à época, que só se manifestaria após ter acesso integral aos autos da investigação.

Segundo a PF, Mariano teria contratado Carla para obter vantagens junto ao governo federal. Em uma agenda apreendida, o nome dela aparecia acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar com o presidente.

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Recursos federais e FNDE

Os investigadores sustentam que recursos do Ministério da Educação, destinados à compra de materiais didáticos, foram desviados por meio de direcionamento e superfaturamento de contratos. Parte dos valores teria origem no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A PF aponta ainda que Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula, teria atuado de forma semelhante em Brasília para facilitar a liberação de recursos. Kalil é irmão de Fernando Bittar, ligado ao sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva na empresa Gamecorp.

A investigação identificou viagens de Carla Ariane e André Mariano a Brasília, em datas coincidentes com reuniões do empresário no FNDE, reforçando a suspeita de atuação coordenada para viabilizar os contratos.

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Crimes investigados

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

A Polícia Federal afirma que as investigações continuam e não descarta novos desdobramentos nas próximas fases da operação.

(*com informações de Estadão Conteúdo)

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