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Milho: ampla oferta global pressionou preços; veja projeções para 2026
Publicado 16/01/2026 • 09:05 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 16/01/2026 • 09:05 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
Etanol de milho
A ampla oferta global de milho em 2025 pressionou os preços internacionais, em um ano marcado por safras robustas na América do Sul e recordes de produção em grandes produtores. Para 2026, as projeções indicam um cenário mais equilibrado, com crescimento do consumo no Brasil impulsionado pelo etanol, enquanto a produção tende a recuar.
O ano de 2025 foi determinante para o mercado mundial de milho, especialmente na América do Sul. Brasil e Argentina registraram safras expressivas, consolidando elevados níveis de produção e ampliando a competitividade do cereal no mercado internacional.
De acordo com a análise da StoneX, a abundância de oferta global resultou em pressão sobre os preços ao longo do ano, apesar de desempenhos distintos entre os principais polos produtores.
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No Brasil, a produção de milho alcançou 139,4 milhões de toneladas em 2025, maior volume da história, favorecida por chuvas regulares no Centro-Oeste. O resultado reforçou o papel do país como um dos principais fornecedores globais do cereal.
Ao mesmo tempo, o consumo doméstico avançou de forma consistente. Em 2025, a demanda interna atingiu cerca de 91 milhões de toneladas, crescimento de 6,5 milhões em relação a 2024, impulsionada principalmente pela alimentação animal e pela expansão do etanol de milho.
O setor de etanol de milho manteve trajetória de expansão em 2025, com aumento da capacidade instalada e avanço para novas regiões produtoras, como Maranhão, Tocantins, Paraná e Piauí. Esse movimento elevou a participação do cereal na matriz de biocombustíveis e reforçou o consumo interno.
Outro destaque foi o crescimento da oferta de DDG, coproduto do etanol, que estimulou negociações para abertura de novos mercados. Um acordo com a China foi firmado, embora ainda sem embarques realizados.
Apesar do elevado volume produzido, as exportações brasileiras de milho enfrentaram limitações. Os embarques cresceram frente a 2024, mas ficaram 33% abaixo do registrado em 2023, refletindo o fortalecimento do consumo doméstico e a valorização do basis, que reduziu a competitividade externa.
Na Argentina, mesmo com leve retração da área plantada por preocupações fitossanitárias, a produtividade sustentou uma boa safra. Para 2026, o país deve recuperar área e ampliar exportações, apoiado pela redução das tarifas de exportação.
Nos Estados Unidos, a área plantada de milho atingiu 40 milhões de hectares em 2025, resultando em uma produção de 432,3 milhões de toneladas. O país bateu recorde de exportações, beneficiado pelo dólar mais fraco e pela demanda de mercados como México, Vietnã e Espanha.
O setor norte-americano de etanol continuou demandando volumes elevados do grão, embora restrições regulatórias tenham limitado um crescimento mais acelerado. O fechamento da fronteira para a importação de gado mexicano também alterou dinâmicas do mercado exportador.
Na China, o consumo de milho cresceu em ritmo mais moderado em 2025, com aumento da produção doméstica e redução das importações. Já a União Europeia e a Ucrânia buscam recuperação após safras abaixo do esperado, em um ambiente ainda marcado por incertezas geopolíticas na região do Mar Negro.
Esses fatores mantêm o mercado internacional sensível a choques de oferta e a eventos climáticos e políticos.
Para 2026, as estimativas indicam que o consumo brasileiro de milho deve atingir cerca de 97 milhões de toneladas, enquanto a produção tende a recuar para 134,3 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 2025. O crescimento do etanol permanece como principal vetor da demanda interna.
Nos Estados Unidos, a leve redução da área plantada prevista deve manter os estoques confortáveis, limitando movimentos de alta nos preços em Chicago.
Segundo projeções do USDA, a relação estoque/uso do milho em nível global deve ser a menor dos últimos anos, sinalizando um mercado mais equilibrado.
Apesar do ajuste esperado, fatores como a sobreoferta de outros grãos, incertezas macroeconômicas e tensões geopolíticas, especialmente entre Rússia e Ucrânia, tendem a manter a volatilidade nos preços do milho em 2026.
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