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Agro do Brasil exportou quase US$ 12 bi para região da guerra em 2025
Publicado 02/03/2026 • 23:01 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 02/03/2026 • 23:01 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Unsplash.
O Brasil exportou US$ 11,7 bilhões em produtos do agronegócio para o Oriente Médio no ano passado e importou US$ 2,3 bilhões da região, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, esses fluxos comerciais voltam ao radar do mercado.
A guerra reacende um alerta conhecido. Em fevereiro de 2022, a invasão da Ucrânia pela Rússia desorganizou cadeias globais de grãos, fertilizantes e energia, acelerando a inflação mundial em um momento em que os preços já vinham pressionados pela pandemia.
Agora, o novo foco de tensão está no Golfo Pérsico, uma das principais rotas globais de energia e insumos. Mesmo que o conflito seja localizado, o impacto tende a se espalhar pelos preços internacionais, especialmente se houver pressão sobre o diesel, fertilizantes, fretes e seguros.
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O impacto mais imediato para o Brasil pode vir do diesel, um dos principais componentes de custo nas lavouras. A escalada ocorre em um período sensível para o produtor rural, com colheita de soja em andamento, compra de insumos para a safra 2026/27 e preparação do plantio de milho.
Um eventual fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, por onde passa parcela relevante do petróleo global, elevaria ainda mais os custos logísticos. Só em frete e seguros, o Brasil desembolsou US$ 157 milhões em 2025 nas importações de países da região.
No caso dos fertilizantes, a dependência externa segue elevada. O Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de adubos no ano passado, com desembolso de US$ 15,5 bilhões. A China lidera o fornecimento, com 12 milhões de toneladas enviadas ao país, seguida pela Rússia. Já os países do Oriente Médio atualmente envolvidos no conflito forneceram 5,5 milhões de toneladas.
Se houver desorganização nas rotas ou encarecimento do frete e do seguro marítimo, o impacto tende a se refletir nos custos de produção agrícola.
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Do lado das vendas externas, a região é relevante para proteínas e commodities brasileiras. As carnes lideram, com 1,65 milhão de toneladas exportadas para o Oriente Médio no ano passado, somando US$ 4,15 bilhões. Na sequência aparecem cereais, com US$ 2,78 bilhões, e açúcar, com US$ 2,21 bilhões em receitas.
Uma ruptura nos canais comerciais ou encarecimento do transporte pode afetar margens e gerar volatilidade nos preços internacionais.
Assim como em 2022, mesmo um conflito geograficamente restrito pode provocar efeitos globais via energia, logística e insumos. Para o agronegócio, que já enfrenta aumento de custos e pressão sobre receitas, a escalada adiciona mais uma variável de incerteza ao cenário.
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