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Controle de pragas com IA usa drones, aumenta eficiência e reduz o uso pesticidas no campo
Publicado 27/02/2026 • 12:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/02/2026 • 12:10 | Atualizado há 2 meses
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ontrole de pragas com IA reduz 15% dos defensivos e aumenta acurácia em 70%
O controle de pragas no campo está entrando em uma nova fase com o uso de inteligência artificial. O modelo funciona a partir da análise automatizada de imagens captadas nos canaviais, e a partir daí, algoritmos treinados reconhecem padrões visuais específicos de insetos e identificam sua localização exata na plantação.
A partir dessa leitura, o sistema gera coordenadas precisas para intervenção, e em vez de pulverização ampla, drones são acionados apenas nos pontos afetados para liberar predadores naturais da praga.
O combate deixa de ser generalizado e passa a ser localizado, reduzindo desperdícios e a necessidade de aplicação extensiva de defensivos químicos.
A adoção desse modelo elevou a precisão na detecção de insetos em 70% e permitiu reduzir em 15% o uso de defensivos químicos nas áreas monitoradas. O sistema atualmente cobre cerca de 20 mil hectares de cana-de-açúcar.
Além da redução direta de insumos, há ganhos indiretos: menor custo operacional, maior previsibilidade na tomada de decisão e padronização do monitoramento, que deixa de depender exclusivamente de inspeções manuais.
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O modelo também contribui para elevar indicadores de sustentabilidade agrícola, com estimativas de melhora operacional de até 35% quando considerados fatores como eficiência logística, precisão na aplicação e redução de insumos químicos.
A abordagem fortalece a transição para práticas agrícolas mais tecnológicas, com uso intensivo de dados e menor impacto ambiental.
A solução foi desenvolvida pela Engineering Brasil, braço do Grupo Engineering, em parceria com a Uisa, uma das maiores biorrefinarias do mundo. A Uisa possui mais de 40 mil hectares plantados em três biomas brasileiros – Cerrado, Amazônia e Pantanal – e buscava aumentar eficiência com menor impacto ambiental.
Segundo Rodrigo Gonçalves, CIO da Uisa, a iniciativa também se conecta à estratégia de rastreabilidade via blockchain adotada pela companhia, que permite acompanhar o açúcar desde a lavoura até o consumidor final.
O projeto começou focado em uma única espécie de besouro e, após resultados positivos, foi expandido para novas pragas. A evolução marca uma etapa de consolidação da agricultura inteligente no setor de bioenergia, com integração entre IA, automação, sustentabilidade e transparência produtiva.
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