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Diretora do Fed: riscos no mercado de trabalho dos EUA podem levar a corte de juros
Publicado 16/01/2026 • 15:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/01/2026 • 15:26 | Atualizado há 2 meses
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Divulgação
Fachada do Federal Reserve, em Washington
A vice-presidente para supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou nesta sexta-feira (16) que o banco central americano deve estar pronto para ajustar a política monetária diante de um mercado de trabalho considerado “frágil” e que pode continuar a se deteriorar, o que seria um “risco” para a instituição.
“O emprego pode parecer estável até o momento em que deixa de ser”, disse Bowman em declarações preparadas para um evento em Massachusetts. “Também devemos evitar sinalizar uma pausa na taxa de juros sem identificar que as condições econômicas mudaram”, acrescentou. Ela destacou que os riscos em relação à ocupação profissional estão superando as preocupações com a inflação.
Segundo a dirigente, as pressões inflacionárias tendem a arrefecer à medida que o impacto das tarifas comerciais diminuir, com o índice agora mais próximo da meta de 2% do Fed.
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“Vejo progresso gradual na inflação em direção à meta, apesar de ainda elevada”, disse Bowman. “Minha expectativa básica é que a atividade econômica continue a se expandir a um ritmo sólido e que o mercado de trabalho se estabilize próximo do pleno emprego à medida que a política monetária se torne menos restritiva“.
A dirigente também expressou preocupação de que as empresas possam começar a demitir trabalhadores caso não haja melhora na demanda, apesar dos ganhos em produtividade com maiores investimentos e valorização de ações ligadas à inteligência artificial (IA). “Estou preocupada que notícias decepcionantes sobre os retornos dos investimentos em IA possam levar a uma correção acentuada nos preços das ações“, afirmou.
Para Bowman, ainda não há sinais consistentes de que o emprego esteja estabilizando, ao mesmo tempo em que gastos com consumo e investimentos têm diminuído nos últimos meses. A dirigente lembrou que a redução dos juros americanos em 75 pontos-base (pb) desde setembro (2025) foi necessária para abordar riscos de danos maiores, e reiterou que evidências sobre o setor laboral, inflação e atividade econômica continuam sendo “críticos” para futuros ajustes em 2026. Segundo ela, os dados definirão o timing apropriado.
Presente no mesmo evento, a presidente da distrital de Boston, Susan Collins, não comentou sobre política monetária ou macroeconomia em seu discurso de abertura.
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