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O que realmente aconteceu nos segundos que antecederam a morte de Renee Good por agentes do ICE
Publicado 16/01/2026 • 21:38 | Atualizado há 3 horas
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@otimesbrasil A análise frame a frame do The New York Times reabre a discussão sobre o caso que virou símbolo de tensão política e social em Minneapolis, quando um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) disparou contra a cidadã Renee Good durante um protesto. Ao desacelerar as imagens e sincronizar gravações de diferentes ângulos, o jornal conclui que o vídeo gravado pelo agente Jonathan Ross — responsável pelos tiros — não mostra de forma clara que ele foi atropelado ou derrubado pelo SUV de Good antes dos disparos, como muitos afirmavam, inclusive o presidente americano Donald Trump e autoridades do Departamento de Segurança Interna. 🔗 Confira a análise completa do caso e as repercussões nos Estados Unidos lendo a matéria completa no link da bio 📹 Reprodução New York Times 📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL: 🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais 🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562 🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube 🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
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Na manhã de 7 de janeiro, quando Renee Nicole Good foi morta em Minneapolis, nos EUA, ninguém ainda sabia direito o que tinha acontecido. Mas havia um vídeo — curto, instável e gravado na hora — que começou a circular nas redes sociais. Era o registro de um agente do ICE no meio da confusão.
No vídeo em questão, Jonathan Ross se aproxima do SUV de Nicole com o celular em mãos filmando a cena, enquanto outros agentes se posicionam ao redor do veículo. Em poucos segundos, o carro começa a se mover. A imagem treme, o enquadramento muda e, logo depois, a câmera vira para cima.
Visto sozinho, esse tremor repentino parece um choque, como se o agente tivesse sido atingido pelo SUV que Nicole dirigia. É essa primeira impressão que o The New York Times (NYT) tenta desmistificar ao desacelerar a imagem, sincronizar diferentes ângulos e reconstruir, quadro a quadro, o que aconteceu nos segundos que antecederam a morte da mulher.
A reconstrução chega num momento em que o caso já virou foco de tensão política e social. Desde a morte de Nicole, Minneapolis tem visto protestos e cobrança por mais transparência, enquanto a apuração e a condução do episódio viraram motivo de debates entre autoridades locais e o governo federal. Nesse cenário, o vídeo do NYT entra como ingrediente que amplia a pressão por esclarecimentos.
A reconstrução do NYT parte de uma ideia simples e até meio desconfortável: a de que vídeo não é prova absoluta, mas sim uma questão de perspectiva. Em vez de tratar o registro do celular como “a” versão dos fatos, o jornal coloca esse ângulo ao lado de outras imagens do mesmo momento, sincroniza os tempos e monta um mosaico. É com esse conjunto que tenta reconstituir como o agente Ross foi parar tão perto do carro de Nicole antes de atirar.
A própria narração do vídeo reconhece que novas imagens ainda podem aparecer, e que há limites de qualidade e de disponibilidade do material. Mesmo assim, o jornal revela que, com o conteúdo que se tem hoje, não há indicação clara de que o agente tenha sido atropelado ou derrubado pelo veículo.
Na cronologia descrita no vídeo do NYT, o SUV marrom de Nicole fica parado no meio da rua por alguns minutos enquanto veículos passam e policiais se aproximam. O agente que atira, segundo a narração, desce do próprio carro, um Chevy Tahoe, filmando com o celular, e não com bodycam, como de costume. O motivo para isso não fica claro no material. Há discussão verbal entre o agente e Nicole, o telefone muda de mão e outros agentes se aproximam do SUV.
Pelo relato do NYT, o celular mostra o agente Ross se posicionando diretamente à frente do SUV enquanto o veículo faz uma manobra que lembra um “retorno de três pontos”, como se ensaiasse uma saída. A narração observa que policiais são treinados a evitar ficar na frente de um carro em movimento, porque a posição aumenta o risco e tende a provocar uso extremo da força durante abordagens.
Em seguida, Nicole olha para baixo e muda a direção do carro, começando a se deslocar para a direita do agente. A imagem então corta para um ângulo mais alto, que permite ver o corpo de Ross com mais clareza: o braço que segura o celular, o outro braço começando a se erguer e a proximidade entre o homem e o veículo. Ao mesmo tempo, outro agente se aproxima gritando ordens, enquanto a roda dianteira do SUV continua virando para a direita.
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A leitura proposta pelo NYT é que, apesar da distância curta, o agente não parece tentar sair da frente do carro. É aí que acontece o movimento que muda a percepção de quem assiste. O SUV dá um salto à frente, o celular gira bruscamente para o lado e a imagem perde o horizonte. Dentro do próprio vídeo, esse solavanco cria a sensação de um impacto violento.
No frame a frame descrito pelo NYT, o tremor do celular tem outra explicação possível: a mão do agente encosta no veículo e o telefone vira quando essa mão passa pela frente do carro. Nesse mesmo instante, há um ruído, e a câmera vira para cima. Por outro ângulo, o agente aparece atirando, com o tronco e as pernas afastados do SUV.
A narração ressalva que é impossível determinar com certeza se certos movimentos vêm do veículo, do chão congelado ou de ambos, e a qualidade da imagem impede cravar detalhes do contato. Ainda assim, a conclusão do jornal, baseada em múltiplos ângulos, é de que haveria um espaço perceptível entre o veículo e os pés do agente, e esse espaço aumentaria enquanto ele dispara o segundo e o terceiro tiro. Segundo a análise, esse é um sinal de que ele não teria sido derrubado pelo carro.
A reconstrução feita pelo jornal trabalha com o que existe hoje e admite os limites dessas evidências. Ao mesmo tempo, expõe a diferença entre “um vídeo do que parece ter acontecido” e um conjunto de imagens que, quando sincronizadas, sugere outra dinâmica.
E isso importa porque o caso já se tornou maior do que os segundos gravados. Nicole, de 37 anos, foi morta durante uma operação do ICE em Minneapolis em 7 de janeiro. As autoridades federais defenderam a ação como legítima defesa, e alegaram que a mulher tentou atropelar agentes, enquanto análises de vídeo questionam a leitura inicial do que realmente ocorreu.
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