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Morre o ex-ministro Raul Jungmann aos 73 anos
Publicado 19/01/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/01/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Raul Jungmann
Divulgação
O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 73 anos, em Brasília. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), instituição da qual era diretor-presidente desde 2022.
Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas. Ele estava no hospital desde sábado (17), após sucessivas internações desde novembro do ano passado.
Ao longo de mais de cinco décadas de vida pública, Raul Jungmann ocupou diversos cargos na política brasileira. Foi ministro em quatro ocasiões e teve três mandatos como deputado federal por Pernambuco.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o então Ministério da Política Fundiária. Já na gestão de Michel Temer, esteve à frente do Ministério da Defesa e, em 2018, assumiu o recém-criado Ministério da Segurança Pública, tornando-se o primeiro titular da pasta.
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No Ministério da Segurança Pública, Raul Jungmann coordenou ações federais em meio ao agravamento da crise de segurança em diversos estados. Também foi responsável pela condução de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em situações excepcionais.
À frente do Ministério da Defesa, atuou na interlocução entre o governo civil e os comandos militares, em um período de transição institucional após o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
A projeção nacional como ministro impulsionou a eleição de Raul Jungmann para a Câmara dos Deputados em 2002. Ele foi reeleito em 2006 e voltou ao Legislativo em 2015, exercendo mandato até 2016. Também atuou como vereador do Recife, após eleição em 2012.
No Congresso, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou irregularidades na compra de ambulâncias, e integrou a Frente Brasil Sem Armas, que atuou no referendo de 2005 sobre a comercialização de armas de fogo.
Na juventude, Jungmann militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo da carreira partidária, passou por MDB, PPS e PMDB, mantendo atuação frequente em debates ligados à democracia, instituições e políticas públicas.
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Antes de retornar ao Executivo federal, Raul Jungmann presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante sua trajetória, chegou a ser investigado por suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas os inquéritos foram posteriormente arquivados pela Justiça Federal.
Desde 2022, Jungmann presidia o IBRAM, onde conduziu uma agenda voltada à institucionalidade do setor mineral, ao diálogo com órgãos públicos e à incorporação de práticas ambientais, sociais e de governança. Sob sua gestão, a entidade reforçou sua atuação em temas ligados à transição energética e à segurança jurídica da mineração no país.
Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação ocorrerão em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos, em Brasília, conforme comunicado do IBRAM.
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