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Exportações de frutas para a Europa cresceu 19% em 2025; acordo deve aumentar o fluxo
Publicado 19/01/2026 • 13:48 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 19/01/2026 • 13:48 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Wenderson Araujo/CNA
Volume de frutas exportadas do Brasil para a Europa cresce 19% em 2025
As exportações de frutas do Brasil para a Europa cresceram 19,1% em volume e 12,8% em valor em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A expectativa do setor é de aceleração desse movimento nos próximos anos com a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão concentraram o avanço das exportações brasileiras de frutas ao continente europeu. Em 2025, essas seis culturas somaram 949 mil toneladas embarcadas, ante 796,6 mil toneladas em 2024. Em valor, a receita alcançou US$ 967 milhões, frente a US$ 857,6 milhões no ano anterior.
A União Europeia respondeu por 79% das frutas exportadas pelo Brasil em 2025. Atualmente, as tarifas de importação aplicadas aos produtos brasileiros variam entre 4% e 14%, dependendo da fruta e da época do ano.
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Assinado no sábado (17), no Paraguai, após mais de 25 anos de negociação, o acordo Mercosul-União Europeia prevê a redução gradual ou eliminação das tarifas sobre diversos produtos agrícolas. Para o setor de frutas, o tratado tende a reduzir assimetrias competitivas em relação a países como Peru, Chile e México, que já exportam ao bloco europeu com isenção tarifária.
Segundo o cronograma do acordo, as tarifas sobre uvas frescas serão zeradas com a entrada em vigor. Melões, melancias e limões terão redução gradual até chegar a zero em cerca de sete anos. Abacate terá tarifa eliminada em quatro anos, maçã em dez anos. Mamão e manga já entram sem tarifa, dada a dependência europeia dessas importações.
Entre os principais produtos, o melão e a manga lideraram os embarques. O Brasil exportou 269,5 mil toneladas de melão para a Europa, com receita de US$ 221,7 milhões, e 226,3 mil toneladas de manga, que renderam US$ 262,8 milhões.
A melancia apresentou o maior avanço percentual. O volume exportado saltou 44,3%, de 115,8 mil toneladas em 2024 para 167,1 mil toneladas em 2025. A receita cresceu 60,5%, passando de US$ 68,4 milhões para US$ 109,9 milhões.
Para a engenheira agrônoma Patrícia Cesarino, gerente de marketing da Ascenza Brasil, o acordo cria condições para um ciclo mais consistente de expansão. “A redução e a eliminação de tarifas ampliam a competitividade das frutas brasileiras e dão previsibilidade para investimentos ao longo da cadeia produtiva”, afirma.
Estimativas da ApexBrasil indicam que o faturamento da fruticultura pode crescer cerca de 40% até 2029, alcançando US$ 1,8 bilhão. Em 2025, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita próxima de US$ 1,3 bilhão.
Além das frutas, o café segue como um dos principais produtos agrícolas brasileiros exportados à Europa. Em 2025, a receita com o grão avançou 34,2%, atingindo US$ 8,7 bilhões, apesar da queda no volume embarcado, que recuou de 1,6 milhão para 1,3 milhão de toneladas. Alemanha e Itália permaneceram entre os principais destinos.
Com o acordo Mercosul-UE, o Brasil reforça sua posição como fornecedor relevante de alimentos ao mercado europeu. A expectativa do setor é de ampliação gradual dos embarques de frutas, com maior valor agregado, estabilidade regulatória e ganhos de escala ao longo dos próximos anos.
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