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Eleições no Japão: dissolução do Parlamento coloca inflação no centro dos debates
Publicado 22/01/2026 • 21:59 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 22/01/2026 • 21:59 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi
A inflação está perdendo força, mas permanece alta no Japão, segundo dados publicados nesta sexta-feira (ainda quinta-feira, 22, em Brasília) poucas horas antes da dissolução do Parlamento. O desafio econômico promete ser o tema central da próxima campanha eleitoral, na qual a primeira-ministra Sanae Takaichi defenderá uma ambiciosa redução de impostos.
Takaichi, que se tornou em outubro a primeira mulher a chefiar o governo no arquipélago, anunciou que dissolverá nesta sexta-feira a câmara baixa do Parlamento japonês, abrindo caminho para eleições legislativas antecipadas em 8 de fevereiro.
A líder ultranacionalista aposta em seus bons índices de aprovação nas pesquisas de opinião para impulsionar os resultados de seu Partido Liberal Democrata (PLD, de direita nacionalista). A sigla é impopular, e a coalizão governista detém apenas uma pequena maioria no Parlamento.
Pouco antes da dissolução, dados oficiais indicaram uma desaceleração da inflação (excluindo produtos frescos) para 2,4% ao ano em dezembro, abaixo dos 3% registrados em novembro.
Essa perda de fôlego explica-se principalmente pelos subsídios à energia concedidos em dezembro, enquanto os preços dos alimentos continuam a subir, com o arroz saltando 34% em um ano.
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Embora o arquipélago tenha sido assombrado pela deflação por muito tempo, o país enfrenta há três anos e meio a disparada do custo de vida e a fraqueza crônica do iene, que encarece os produtos importados.
O arroz tornou-se até um símbolo: seu preço mais que dobrou em meados de 2025, antes de a alta moderar nos últimos meses. O descontentamento popular com a inflação contribuiu amplamente para a queda de Shigeru Ishiba, antecessor de Sanae Takaichi.
Ansiosa por tranquilizar a população, Takaichi revelou em novembro um plano de estímulo equivalente a 117 bilhões de euros para aliviar famílias e empresas, com subsídios e auxílios.
O tema estará no centro de suas promessas de campanha: a líder prometeu na segunda-feira suspender o imposto de 8% sobre a venda de alimentos por dois anos. Os partidos de oposição também exigem esse alívio, juntamente com outras medidas, como a revisão das contribuições para a previdência social.
“O que preocupa o público são as medidas para enfrentar a inflação”, confirma à AFP Hidehiro Yamamoto, professor de ciências políticas na Universidade de Tsukuba.
“Também não é certo que o forte apoio popular à administração Takaichi se traduise realmente em apoio ao PLD”, pondera, citando escândalos recentes envolvendo fundos políticos.
O governo acaba de aprovar um novo orçamento recorde para o ano fiscal de 2026, que começa em abril, prometendo obter rapidamente o aval do Parlamento para apoiar as famílias.
Contudo, Jun Azumi, secretário-geral do principal partido de oposição, o Partido Democrata Constitucional (PDC), avalia que a dissolução corre o risco de atrasar a adoção do orçamento, “sacrificando” as necessidades das famílias.
“Proporemos cortar drasticamente os impostos sobre o consumo para combater a inflação de forma visível”, enfatizou.
Em termos gerais, Takaichi pretende, com este pleito, consolidar seu mandato para continuar sua política fiscal expansionista, correndo o risco de inflar a dívida já astronômica do país, que deve ultrapassar 230% do PIB no ano fiscal de 2025.
A perspectiva de isenções fiscais abalou o mercado de títulos esta semana, já escaldado pelo plano de estímulo colossal de 2025 e preocupado com desvios fiscais financiados por dívida. Os rendimentos dos títulos soberanos japoneses saltaram para patamares inéditos, um sinal de desconfiança dos investidores.
O Banco do Japão (BoJ) deve anunciar nesta sexta-feira uma decisão de política monetária. Desde o início de 2024, o banco elevou suas taxas básicas de juros repetidamente para conter a inflação. A instituição deve manter o status quo nesta sexta, mas suas declarações sobre as turbulências no mercado serão monitoradas de perto.
Diante do PLD, poderosa legenda que governa o Japão quase ininterruptamente desde 1955, e de seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação, as forças de oposição se organizam.
O Partido Democrata Constitucional (PDC, de centro-esquerda) e o pequeno partido budista Komeito (de centro-direita) estão se unindo em uma “Aliança Centrista pela Reforma”.
Analistas estimam que a eleição pode ser acirrada, dependendo do sucesso dessa aliança, mas as chances de uma vitória da oposição permanecem pequenas.
“O fator determinante será o comportamento eleitoral dos grupos de jovens e de meia-idade”, avalia o Mizuho Research em nota. O governo Takaichi contava com cerca de 90% de apoio entre os menores de 30 anos em uma pesquisa publicada no final de dezembro.
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