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Ex-integrante do governo Trump quer construir megadata center na Groenlândia. O plano vai dar certo?
Publicado 23/01/2026 • 20:34 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 23/01/2026 • 20:34 | Atualizado há 3 horas
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Sean Gallup | Getty Images
Uma bandeira da Groenlândia tremula sobre uma casa residencial em 21 de janeiro de 2026 em Nuuk, Groenlândia
Um ex-integrante do primeiro governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está por trás de um projeto bilionário para a construção de um megacentro de dados em uma região remota da Groenlândia. O movimento acontece em meio à corrida global das grandes empresas de tecnologia para ampliar a infraestrutura necessária ao avanço da inteligência artificial.
O empreendimento prevê que a unidade comece a operar com capacidade de 300 megawatts (MW) até meados de 2027 e avance para 1,5 gigawatt (GW) até o fim de 2028, um volume várias vezes superior à capacidade de qualquer centro de dados atualmente em operação no mundo. Ainda assim, há planos semelhantes para a construção de múltiplas instalações acima de 1 GW nos próximos anos.
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Segundo Drew Horn, ex-assessor do vice-presidente Mike Pence e atual CEO da GreenMet, empresa que presta suporte estratégico ao projeto, o investimento total será de vários bilhões de dólares. O projeto já conta com compromissos vinculantes de investidores para financiar metade da fase inicial e metade da etapa final de desenvolvimento.
A área escolhida fica na região de Kangerlussuaq, um pequeno assentamento no sudoeste da ilha ártica, ao final de um fiorde profundo e com acesso por aeroporto. Apesar de já ter parceiros técnicos para construção e operação, o projeto ainda não garantiu o terreno nem obteve as autorizações necessárias das autoridades locais.
O interesse econômico na Groenlândia ganhou destaque nas últimas semanas após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de tomada do território, o que elevou tensões diplomáticas. Além do potencial para mineração de minerais estratégicos e reservas de água doce, analistas apontam desafios logísticos relevantes devido à infraestrutura limitada da região.
A GreenMet vem buscando aproximação com autoridades da Groenlândia e da Dinamarca para viabilizar o projeto. Horn afirmou que, embora haja apoio institucional, os entraves estão mais ligados à diplomacia e ao contexto geopolítico do que ao setor privado.
O fornecimento de energia é um dos principais desafios. Na primeira fase, a ideia é utilizar barcaças especializadas para transportar gás natural liquefeito até o fiorde e abastecer a operação. Para a segunda etapa, está prevista a construção de uma usina hidrelétrica, fonte que já responde por cerca de 70% da matriz energética da ilha. Ambas as iniciativas ainda dependem de licenciamento ambiental e autorização do governo local.
Horn defende que, caso a usina seja aprovada, o custo da energia tornaria o projeto economicamente viável no longo prazo.
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Analistas destacam que ambientes de baixas temperaturas oferecem vantagens para centros de dados, como redução no consumo de energia para refrigeração. Por outro lado, construir no Ártico exige engenharia especializada, enfrenta janelas curtas de obra e apresenta custos elevados, além de riscos geotécnicos.
A viabilidade do projeto também pode ser impactada por avanços tecnológicos. Empresas como a Nvidia vêm desenvolvendo chips mais eficientes, que demandam menos refrigeração, o que pode reduzir a necessidade de construir grandes centros de dados em regiões extremas.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão do setor. Em 2025, os negócios envolvendo centros de dados atingiram o recorde de US$ 61 bilhões, impulsionados pela demanda de empresas como Meta, OpenAI, Oracle, Amazon, Microsoft e Google por infraestrutura capaz de sustentar cargas intensivas de inteligência artificial.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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