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Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% e prevê “destruição total” após aliança de Mark Carney com a China

Publicado 24/01/2026 • 14:44 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A medida é uma resposta direta à aproximação do governo do primeiro-ministro Mark Carney com a China, consolidada em acordos assinados em Pequim na última semana.
  • A tensão se intensificou durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde Mark Carney proferiu um discurso afirmando que a ordem internacional baseada em regras está em declínio e que as potências médias devem se organizar contra o uso da integração econômica como "arma de coerção" pelas superpotências.
  • Antes desse pronunciamento, Trump já havia sinalizado hostilidade ao publicar uma imagem digitalmente alterada na qual o mapa do Canadá aparecia coberto pela bandeira dos EUA, referindo-se ao país como o "51º estado".
Trump sentado em sua mesa no Salão Oval

Evelyn Hockstein/Reuters

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

As relações diplomáticas e comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá registraram nova deterioração neste sábado (24). O presidente americano Donald Trump declarou, em postagem na rede Truth Social, que aplicará uma taxa alfandegária de 100% sobre a totalidade das mercadorias canadenses destinadas ao mercado americano.

A medida é uma resposta direta à aproximação do governo do primeiro-ministro Mark Carney com a China, consolidada em acordos assinados em Pequim na última semana.

Trump publicou a seguinte mensagem:

“Se o Governador [Primeiro-Ministro] Carney pensa que vai transformar o Canadá em um ‘Porto de Descarregamento’ para a China enviar bens e produtos para os Estados Unidos, ele está redondamente enganado. A China vai comer o Canadá vivo, vai devorá-lo completamente, incluindo a destruição de seus negócios, seu tecido social e seu modo de vida em geral. Se o Canadá fizer um acordo com a China, será imediatamente atingido por uma Tarifa de 100% contra todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos EUA. Obrigado pela sua atenção neste assunto! Presidente DJT”

Contexto da escalada: de Davos ao Conselho da Paz

O anúncio deste sábado encerra uma semana de confrontos públicos entre as lideranças dos dois países.

A tensão se intensificou durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde Mark Carney proferiu um discurso afirmando que a ordem internacional baseada em regras está em declínio e que as potências médias devem se organizar contra o uso da integração econômica como “arma de coerção” pelas superpotências.

Antes desse pronunciamento, Trump já havia sinalizado hostilidade ao publicar uma imagem digitalmente alterada na qual o mapa do Canadá aparecia coberto pela bandeira dos EUA, referindo-se ao país como o “51º estado”.

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Na sequência, o governo americano retirou o convite para que o Canadá participasse do “Conselho da Paz”, órgão idealizado por Trump para gerir crises internacionais fora do âmbito das Nações Unidas, após Ottawa não confirmar o pagamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões, na cotação atual) exigido para a adesão.

A parceria estratégica entre Ottawa e Pequim

A retaliação americana ocorre após o Canadá implementar uma mudança em sua política externa, buscando reduzir a exposição às políticas tarifárias de Washington. Durante visita oficial a Pequim na semana passada, Carney e o presidente Xi Jinping assinaram documentos para:

  • Abertura de mercado: Redução de tarifas chinesas para commodities agrícolas e energia vindas do Canadá.
  • Veículos elétricos: O Canadá passou a permitir a importação de carros elétricos chineses sob uma tarifa de 6,1%, ignorando as pressões dos EUA por barreiras maiores.
  • Integração financeira: Acordos de cooperação em segurança pública, cultura e investimentos mútuos para o que Carney chamou de “nova ordem mundial”.

Vulnerabilidade econômica e o acordo USMCA

A aplicação de uma tarifa de 100% possui potencial para paralisar a economia canadense, dado que mais de 75% das exportações do país têm como destino os EUA.

O Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que a movimentação canadense prejudica a posição do país na futura renegociação do USMCA (acordo comercial entre EUA, México e Canadá).

O governo canadense, por sua vez, sustenta que busca apenas diversificar seus parceiros comerciais diante da instabilidade nas relações com o governo Trump.

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