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Mercados em alerta para intervenção conjunta no iene após sinalizações de Japão e EUA
Publicado 25/01/2026 • 21:29 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 25/01/2026 • 21:29 | Atualizado há 3 horas
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Iene, a moeda japonesa
O mercado de câmbio inicia a semana em estado de vigilância máxima diante da possibilidade iminente de uma intervenção oficial para sustentar a valorização do iene.
O movimento ganha força após a moeda japonesa registrar, na última sexta-feira (23), seu maior salto em quase seis meses, sendo impulsionado por rumores de que o Federal Reserve de Nova York teria realizado “checagens de taxas” (rate checks).
A expectativa de investidores é que o governo japonês aproveite o fôlego recente para conter movimentações especulativas que vinham empurrando a divisa para as mínimas de décadas.
Neste domingo (25), a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reforçou o tom de alerta ao declarar que o governo adotará as “medidas necessárias” contra movimentos de mercado considerados anormais ou puramente especulativos. Embora não tenha detalhado as ações, a fala ocorre em um cenário de baixa liquidez na Ásia — agravada por um feriado na Austrália —, o que costuma acentuar a volatilidade e permitir variações bruscas nas cotações.
Nas primeiras negociações deste domingo, o dólar recuou 0,8% frente ao iene, atingindo o patamar de 154,56, o menor nível desde meados de dezembro.
A grande aposta dos operadores financeiros reside na possibilidade de uma intervenção conjunta entre Estados Unidos e Japão, algo que não ocorre desde o desastre de Tohoku em 2011. A sinalização de uma cooperação internacional ficou mais clara após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, expressar preocupações sobre a desvalorização de moedas asiáticas, como o iene e o won sul-coreano.
Esse alinhamento de discursos entre Bessent e a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, gerou no mercado a tese de um “Acordo de Mar-a-Lago”, focado em estabilizar as divisas asiáticas contra o fortalecimento do dólar.
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A desvalorização persistente do iene, que já perdeu mais de 5% de valor desde que Takaichi assumiu o poder, tornou-se um problema central para a economia japonesa ao elevar os custos de importação e pressionar a inflação doméstica. Analistas sugerem que a atual combinação de uma política fiscal frouxa com um aperto monetário gradual no Japão é, teoricamente, positiva para o iene a longo prazo.
No entanto, o nervosismo dos investidores que apostam na queda da moeda (short sellers) indica que qualquer ação coordenada agora teria um impacto psicológico muito mais profundo do que intervenções isoladas do passado.
Estrategistas do setor apontam que o dólar pode ter finalmente atingido seu teto contra o iene, abrindo espaço para uma correção em direção à faixa de 140,00 a 145,00. Esse intervalo seria mais condizente com os atuais diferenciais de taxas de juros entre as duas maiores economias do mundo.
Enquanto isso, o cenário externo permanece misto; na última sexta-feira, os índices de Wall Street fecharam sem direção única, com o Dow Jones em queda e a Nasdaq registrando ganhos leves, refletindo a cautela global com as mudanças na política cambial.
A eficácia de uma futura intervenção será testada nas próximas horas, à medida que os mercados asiáticos ganham volume. Se a percepção de uma ação conjunta entre o Japão e os parceiros do G7 se confirmar, a tendência é de uma recuperação sustentada da moeda japonesa, aliviando a pressão sobre o poder de compra das famílias nipônicas e reorganizando as estratégias de carry trade global que dominaram o cenário financeiro nos últimos anos.
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