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Febre do pistache em risco: conflito no Oriente Médio pressiona oferta e pode elevar preços
Publicado 13/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
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O conflito no Oriente Médio começa a repercutir no pistache, com impactos concentrados sobretudo nas exportações e na logística do produto. O efeito não está diretamente na produção, mas na circulação do produto no mercado global.
Entre os principais produtores mundiais estão:
O Irã ocupa posição relevante nesse mercado e responde por cerca de 20% da produção global. Com o início da guerra, o país suspendeu temporariamente a exportação de produtos agrícolas para garantir o abastecimento interno, decisão que tende a afetar o fluxo internacional de pistache.
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“O impacto do conflito não está tanto na produção, mas principalmente nas exportações e na logística de circulação do pistache no mercado global”, afirma Oscar Rosa, diretor do Departamento de Política Profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), em entrevista à reportagem.

Além da decisão iraniana, as dificuldades logísticas também entram na equação. A maior parte das exportações da oleaginosa é feita por transporte marítimo, e a instabilidade nas rotas da região pode provocar atrasos e aumento nos custos.
“Grande parte das exportações de pistache ocorre por via marítima, e a instabilidade nas rotas da região pode gerar atrasos, encarecer o transporte e reduzir a oferta em alguns mercados importadores”, diz Rosa.
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A alta do preço dos combustíveis e o encarecimento das operações logísticas também contribuem para pressionar o comércio internacional, o que também tende a aparecer no preço final do produto.
Outro elemento que reforça esse cenário é o próprio ciclo produtivo do pistache. A cultura tem produção bienal, alternando anos de maior e menor volume.
“Depois de uma safra global mais forte em 2025, a expectativa é de uma produção menor em 2026, o que já reduziria naturalmente a oferta no mercado internacional”, afirma.
Os efeitos começam a aparecer em alguns países importadores. Na Índia, por exemplo, a imprensa já repercute que o preço do pistache importado subiu cerca de 26% logo após o início do conflito.
No Brasil, o impacto tende a ser percebido principalmente no consumo. O país praticamente não produz pistache, já que a cultura exige longos períodos de frio intenso, o que limita a produção em território nacional e torna o mercado dependente de importações.
Nesse cenário, a fiscalização federal agropecuária atua no controle sanitário das cargas que entram no país.
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“Toda carga de pistache importada passa por inspeção realizada por auditores fiscais federais agropecuários em portos e aeroportos, com verificação de qualidade, presença de pragas e possíveis contaminações por fungos e micotoxinas”, explica Rosa.
O especialista acrescenta que, por mais que o pistache não seja um item essencial na alimentação dos brasileiros, a combinação de conflito geopolítico, desafios logísticos e perspectiva de menor produção global “tende a manter o mercado pressionado e os preços mais elevados no curto prazo.”
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