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Número de usuários desinstalando TikTok aumentou 150% após joint venture nos EUA
Publicado 27/01/2026 • 20:40 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/01/2026 • 20:40 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: reprodução Canva IA
TikTok
Usuários do TikTok têm deletado o aplicativo em uma taxa mais alta desde que a empresa anunciou que suas operações nos Estados Unidos seriam abrigadas em uma nova joint venture.
As desinstalações médias diárias do aplicativo nos EUA aumentaram quase 150% nos últimos cinco dias em comparação com os três meses anteriores, informou a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower à CNBC.
Na última quinta-feira (22), o TikTok afirmou que havia formado uma joint venture para manter o aplicativo de compartilhamento de vídeos operando nos EUA sob uma nova liderança americana. A companhia nomeou Adam Presser, anteriormente chefe de operações da plataforma, como CEO da joint venture.
Alguns usuários recorreram às redes sociais para expressar ceticismo sobre a nova estrutura após serem solicitados a concordar com uma política de privacidade atualizada na quinta-feira.
Várias postagens em redes sociais apontaram para a linguagem na nova política que descreve os tipos de dados que o aplicativo pode coletar, incluindo informações sensíveis como “sua origem racial ou étnica”, bem como “vida sexual ou orientação sexual, status como transgênero ou não binário, cidadania ou status de imigração, ou informações financeiras”.
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Apesar do alvoroço social, essa linguagem não parece ser nova. Uma versão arquivada da política de agosto inclui as mesmas disposições.
Essas preocupações parecem ter pesado no sentimento em torno do app após o anúncio da joint venture, contribuindo para um aumento de desinstalações nos últimos dias.
“Se eu posso deletar minha maior plataforma porque seus termos de acordo e censura saíram do controle, você também pode!”, postou a criadora Dre Ronayne no Threads, o serviço de microblogging de propriedade da Meta. Ronayne disse que tinha quase 400.000 seguidores no TikTok antes de deletar sua conta no domingo (25).
Outros criadores também relataram problemas ao postar no aplicativo, com usuários reclamando de interrupções e falhas no carregamento de vídeos.
A empresa de mídia social não comunicou aos seus criadores o que a joint venture significa para eles, disse Nadya Okamoto, uma criadora com mais de 4 milhões de seguidores, à CNBC.
“É por isso que há tanta paranoia, porque estamos todos meio que olhando para esta plataforma e simplesmente não sabemos o que está acontecendo”, disse ela.
Okamoto afirmou à CNBC que experimentou problemas com o app nos últimos dias e não conseguiu carregar vídeos por cerca de 24 horas. Durante a incerteza, ela continua postando seu conteúdo no Instagram e no YouTube do Google.
“Online, há muita conversa sobre — isso tudo é coincidência ou censura, e como isso se parece?”, disse Okamoto. “Para tudo estar acontecendo ao mesmo tempo, é muito assustador”.
Uma conta no X associada à joint venture do TikTok disse nesta segunda-feira (26) que o problema nos serviços foi causado por uma queda de energia em um centro de dados nos EUA.
“Estamos trabalhando com nosso parceiro de centro de dados para estabilizar nosso serviço. Lamentamos por esta interrupção e esperamos resolvê-la em breve”, escreveu a conta.
No entanto, o aumento nas desinstalações não se traduziu em uma queda significativa no uso nos EUA.
Os níveis de usuários ativos da plataforma nos EUA permaneceram relativamente estáveis em comparação com a semana anterior, de acordo com a Sensor Tower. Aplicativos concorrentes, contudo, viram um salto no interesse. Os dados mostram que os downloads nos EUA para o UpScrolled aumentaram mais de dez vezes em relação à semana anterior, enquanto o Skylight Social subiu 919% e o Rednote, de propriedade chinesa, cresceu 53% semana a semana.
O TikTok não respondeu ao pedido de comentário.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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