Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Séculos após sua morte, Shakespeare continua atual. E muito lucrativo
Publicado 27/01/2026 • 22:23 | Atualizado há 7 horas
IA pode provocar o maior choque de empregos da história, alerta CEO da Anthropic
Mozilla desafia gigantes da IA e monta ‘aliança’ para frear domínio da OpenAI; entenda
Ações de empresa espacial disparam 28% após contrato de US$ 151 bi para “Cúpula Dourada” de Trump
EUA x shutdown: impasse sobre verba de segurança ameaça serviços essenciais; entenda o que está em jogo
Prata é a nova obsessão do varejo com apostas recordes em disparada – e em queda livre
Publicado 27/01/2026 • 22:23 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
William Shakespeare morreu em 1616, mas permanece mais vivo do que nunca como referência no mercado cultural mundial. Seu legado não se limita às reedições de seus livros: são incontáveis as adaptações de suas obras para o cinema, o teatro e outras mídias.
No cinema, por exemplo, clássicos e adaptações livres de Shakespeare inspiraram mais de 400 filmes, criando valor cultural — e financeiro — para todos os envolvidos.
A cada temporada, adaptações clássicas e reinvenções modernas confirmam: Shakespeare “não vai embora” — e continua sendo uma aposta lucrativa. O sucesso de Hamnet (2025), dirigido por Chloé Zhao, é a prova mais recente.
Leia mais:
Música erudita: Ilumina Festival confirma a força da parceria entre apoio estatal e iniciativa privada
Exposição ‘Cazuza Exagerado’ tem patrocínio do Bradesco e investimento de R$ 12 milhões
Com um orçamento de US$ 30 milhões, o filme já faturou mais de US$ 42 milhões, valor que pode crescer ainda mais caso conquiste uma ou mais estatuetas: foram oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.
Outro exemplo é a comédia romântica Todos Menos Você (2024), inspirada em Muito Barulho por Nada. Com orçamento de US$ 25 milhões, faturou US$ 220 milhões, demonstrando que as narrativas shakespearianas continuam a atrair grandes públicos.
Essa lógica se aplica também ao teatro em todo o mundo. Estimam-se mais de 1.700 produções anuais e dezenas de milhares de apresentações. O Shakespeare’s Globe, instituição dedicada à obra do bardo britânico, arrecadou £13,5 milhões em bilheteria apenas na temporada 2024/2025.
No Brasil, uma nova montagem de O Mercador de Veneza, em cartaz no Teatro Tucarena, em São Paulo, já foi vista por mais de 12 mil pessoas. A produção esgotou ingressos nas temporadas no Rio de Janeiro, Recife e Curitiba. Dan Stulbach interpreta o agiota Shylock, papel que já teve versões de Al Pacino, Laurence Olivier e Pedro Paulo Rangel. Sob a direção de Daniela Stirbulov, a montagem transporta a história da Itália do século XVI para um cenário contemporâneo.
“Lidar com os desafios shakespearianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta sobre intolerância, identidade e justiça — temas tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, afirma Stirbulov.
Leia mais:
Produtora brasileira assina acordo global com a banda System of a Down
Produtora de animação brasileira é indicada ao Emmy Internacional
Não há estimativa sobre a venda de livros com suas obras, já que elas caíram em domínio público. Mas Shakespeare vai muito além da literatura: cinema, teatro e até mídias digitais comprovam seu alcance. O documentário Grand Theft Hamlet (2024), por exemplo, inovou ao ser inteiramente gravado dentro do mundo virtual do videogame Grand Theft Auto Online.
Do ponto de vista cultural, o valor do dramaturgo britânico é indiscutível. Mas economicamente, Shakespeare também é sinônimo de retorno seguro: suas histórias continuam a render bilheterias expressivas, lotar salas de teatro e inspirar novas narrativas, provando que, séculos depois, o nome Shakespeare ainda é garantia de lucro.
Mais lidas
1
“O fim de um ciclo”: fundadores da Growth Supplements comentam saída
2
Renovação automática e gratuita da CNH vale para idosos? Entenda as regras
3
Sob pressão, Raízen busca alternativas para reduzir a dívida
4
Cimed sacode o mercado fitness e estreia nos suplementos com a marca Urso
5
Decisão da ANP evita redução de imposto sobre megacampo do pré-sal; entenda