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Música erudita: Ilumina Festival confirma a força da parceria entre apoio estatal e iniciativa privada
Publicado 10/01/2026 • 06:45 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 10/01/2026 • 06:45 | Atualizado há 10 meses
Em janeiro de 2026, o Festival Ilumina chega à sua 11ª edição com a naturalidade de quem amadureceu sem perder o fôlego. Entre os dias 2 e 11, a música clássica volta a ocupar uma fazenda de café orgânico no interior paulista e alguns dos palcos mais simbólicos do estado, como a Sala São Paulo, o Teatro B32 e o Teatro Municipal de Mococa.
O cenário, que mistura campo e cidade, ajuda a traduzir a própria essência do projeto: excelência artística com os pés fincados na realidade.
Neste ano, o festival ganha a assinatura do dinamarquês Asbjørn Nørgaard, integrante do renomado Danish String Quartet, como diretor artístico convidado. Sob sua curadoria, o Ilumina reúne 27 jovens músicos de dez países e 12 solistas de oito nacionalidades, formando uma comunidade temporária onde a troca de experiências é tão central quanto a performance.
O ambiente é de escuta, colaboração e aprendizado — valores cada vez mais raros em um circuito marcado pela competição.
Mais do que uma maratona de concertos, o Ilumina funciona como um espaço de reflexão sobre o futuro da música clássica. A programação inclui aulas, mentorias, workshops e os seminários Ilumina U, que tratam de temas pouco discutidos nos conservatórios, como gestão de carreira, economia criativa e sustentabilidade profissional.
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“A proposta artística do Ilumina sempre foi desafiar os limites da música e da cultura, criando uma comunidade de profissionais curiosos, criativos e comprometidos com a excelência”, resume Jennifer Stumm, fundadora e diretora artística do festival.
Nada disso seria possível sem uma engrenagem institucional cuidadosamente construída. O festival é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com apoio da Funarte, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além do Instituto Cultural da Dinamarca e da Ipiranga. Soma-se a esse arranjo o patrocínio de empresas como Pinheiro Neto Advogados, Montana Química, Hoteis.com e Mazá Alimentos, um sinal claro de que o setor privado vê na cultura um campo legítimo de investimento, reputação e impacto social.
Aberta ao público, a programação inclui concertos em Mococa e em São Paulo, com apresentações no Teatro B32, no dia (9) de janeiro, e na Sala São Paulo, nos dias (10 e 11). O repertório percorre diferentes épocas e estilos, de Bartók e Villa-Lobos a Tchaikovsky e Piazzolla, passando por compositoras contemporâneas como Caroline Shaw e Judith Weir.
Ao unir políticas públicas, iniciativa privada e circulação internacional de talentos, o Festival Ilumina mostra que a música erudita pode ser, ao mesmo tempo, tradição e futuro — e que, quando bem articulada, a cultura também é um projeto de desenvolvimento.
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