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Azul aposta em nova fase e novos serviços enquanto avança na recuperação judicial

Publicado 28/01/2026 • 07:20 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Azul cria categoria One e amplia benefícios para clientes de maior valor
  • Lançamento ocorre durante processo final de recuperação judicial nos Estados Unidos
  • Companhia anuncia patrocínio a grandes eventos nacionais a partir de 2026
Nave da Azul pousada em aeroporto

Reprodução

Azul já celebra nova fase com lançamentos de serviços, mesmo ainda em recuperação judicial nos EUA

A Azul Linhas Aéreas recebeu nesta terça-feira (27), em um evento no Palácio Tangará, parceiros estratégicos e grandes clientes para lançar duas novas categorias no programa Azul Fidelidade. O convite era até modesto se comparado à produção da festa — e, principalmente, ao entusiasmo da equipe da companhia aérea. O clima era de “nova fase”.

As novidades incluem a categoria One, restrita a clientes convidados, com serviços ainda mais personalizados, além de uma segunda categoria premium que amplia benefícios para passageiros frequentes. A estratégia é reforçar o relacionamento com os clientes de maior valor justamente no momento em que a companhia se aproxima da saída da recuperação judicial.

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O evento marcou também a estreia pública do diretor de marketing da Azul, Ricardo Andrés, contratado como “um reforço “, disse ele. Mas quando perguntado se foi contratado justamente como parte do pacote de investimentos da empresa, assumiu:

“Sim, fui contratado justamente para reforçar a comunicação da Azul nessa nova fase, que é muito promissora. E digo isso porque estou encantado com a equipe — é uma energia diferente, simples, brasileira, mesmo com tantos americanos também fazerem parte dela”, contou com um sorriso.

Andrés adiantou em primeira mão ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que a Azul vai patrocinar grandes eventos nacionais já em 2026, começando pelo Carnaval e seguindo com festas como o Festival de Parintins, como parte da estratégia de reforço de marca em proximidade com o público.

Apesar do tom festivo, a Azul ainda está oficialmente em recuperação judicial nos Estados Unidos, sob o Chapter 11. Processo penoso que o CEO, John Rodgerson, enfrentou como poucos: realista, resiliente, prático e sem perder o bom humor- era o que demonstrava em entrevistas. Questionado se o lançamento simbolizava uma comemoração antecipada, preferiu cautela:

“Não é uma comemoração antes da hora. Até porque é só uma das comemorações, um dos lançamentos que estamos preparando para os nosso clientes”.

Entre elas, segundo o executivo nos disse em primeira mão, estão novas salas VIP em aeroportos para clientes de categorias superiores.

A diretora geral de marketing e produtos, Tariane Cruz, reforçou que a empresa quer retomar campanhas com a identidade do Brasil, incluindo as guloseimas servidas à bordo:

“Estamos empolgados para voltar a mostrar o estilo brasileiro de atender, de acolher, que sempre foi uma marca da Azul, agora dentro dessa nova fase.”

Recuperação em tempo recorde

A Azul entrou em recuperação judicial em 2025 com uma dívida próxima de R$ 30 bilhões, pressionada por custos elevados, câmbio e efeitos prolongados da pandemia. O processo de reorganização, porém, chamou atenção do mercado pela velocidade: o Chapter 11 durou apenas oito meses, um prazo considerado recorde, disseram os executivos.

No período, a empresa promoveu forte diluição acionária, realizou captação de recursos e obteve apoio adicional de credores, que aprovaram um aporte superior a US$ 100 milhões para reforçar o caixa. Também foi anunciado um grupamento de ações (reverse split) — 75 papéis para 1 — com o objetivo de reorganizar a base acionária e melhorar a percepção do ativo no mercado.

A conclusão formal do Chapter 11 ainda depende de assembleia de credores marcada para 12 de fevereiro e posterior homologação pela Justiça americana. Até lá, a Azul tenta equilibrar cautela financeira com uma narrativa de “volta por cima”.

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