CNBC

CNBCTensão geopolítica: Groenlândia não cederá, enquanto Dinamarca alerta para nova ordem

Notícias do Brasil

Anvisa pode liberar cultivo de cannabis e impulsionar mercado bilionário no Brasil

Publicado 28/01/2026 • 08:54 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Anvisa discute liberar o cultivo de cannabis medicinal após decisão do STJ.
  • Mercado brasileiro já movimenta quase R$ 1 bilhão por ano e cresce acima de 8%.
  • Nova regulamentação pode destravar produção nacional, empregos e investimentos.
Plantação de Cannabis para fins medicinais

Freepik

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28) para discutir a criação de regras específicas para a produção de cannabis medicinal no Brasil.

O encontro, marcado para 9h30 na sede da agência, em Brasília, analisará a revisão da Resolução nº 327/2019, que hoje disciplina o acesso a produtos derivados da planta.

A iniciativa decorre de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em novembro de 2024 determinou a regulamentação do plantio da cannabis para fins exclusivamente medicinais e farmacológicos.

Leia também: Trump avança onde Lula recua: dez anos de “Ilegal” e a paralisia brasileira na cannabis

Propostas em debate

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução para normatizar:

  • a produção nacional de cannabis medicinal;
  • pesquisas científicas com a planta;
  • a atuação de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, afirmou que a demanda cresceu de forma exponencial.

“Entre 2015 e 2025, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importação. Hoje temos 49 produtos de 24 empresas disponíveis em farmácias e cerca de 500 decisões judiciais permitindo plantio”, disse.

Safatle também ressaltou que cinco estados já possuem leis autorizando o cultivo medicinal.

Leia também: A corrida silenciosa pelo mercado sênior da cannabis medicinal

Regras e exigências

As normas propostas restringem a produção a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia.

Entre as exigências estão:

  • monitoramento por câmeras 24 horas;
  • georreferenciamento das plantações;
  • limite de THC igual ou inferior a 0,3%.

As resoluções também preveem a produção sem fins lucrativos por associações de pacientes, por meio de chamamento público, para avaliar modelos fora do padrão industrial.

Segundo o diretor Thiago Campos, as medidas seguem padrões internacionais e a decisão judicial.

“Atendem aos requisitos da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e ao que determinou o STJ.”

Caso aprovadas, as normas entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

Contexto jurídico

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei de Drogas não se aplica a variedades de cannabis com baixo teor de THC.

A Corte autorizou uma empresa a importar sementes com alto teor de canabidiol (CBD) e baixo THC, condicionando a regulamentação do cultivo, industrialização e comercialização.

O prazo inicial venceu em setembro de 2025 e foi prorrogado após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

A Anvisa informou que já iniciou consultas públicas, elaboração técnica e planejamento do monitoramento sanitário após a regulamentação.

Mercado da cannabis em expansão

Segundo a agência, mais de 670 mil brasileiros utilizam produtos à base de cannabis, principalmente por via judicial.

Desde 2022, o Ministério da Saúde cumpriu cerca de 820 decisões judiciais para fornecimento desses produtos.

O mercado brasileiro de cannabis medicinal movimentou cerca de R$ 970 milhões em 2025, com crescimento anual entre 8,4% e 11,2%, reunindo mais de 400 marcas e 873 mil pacientes.

Entre as principais tendências para 2025-2026:

  • 85% dos municípios já registram pacientes tratados;
  • canais de acesso: importação (40,5%), farmácias (33,6%) e associações (25,8%);
  • expectativa de regulação nacional elevar a área cultivada para mais de 15 mil hectares;
  • pesquisas da Embrapa sobre cultivo doméstico;
  • avanço do cânhamo industrial em fibras, construção e têxteis;
  • mercado global pode alcançar US$ 58 bilhões até 2028, liderado pelos EUA.

Apesar de ainda depender de importações, o setor se profissionaliza rapidamente, com plataformas digitais conectando médicos e pacientes.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil

;