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Chega nos 200? Ibovespa B3 sobe e bate novo recorde

Publicado 28/01/2026 • 11:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa B3 renova recorde intradiário acima de 184 mil pontos
  • Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira em 2026
  • Decisões do Fed e do Copom concentram atenção do mercado

O Ibovespa B3, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta na manhã desta quarta-feira (28), dia de decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, a chamada Superquarta.

Às 11h30, o Ibovespa B3 avançava 1,18%, aos 184.300 pontos.

Durante a manhã, o índice alcançou 184.800 pontos, novo recorde intradiário, refletindo o aumento do apetite do investidor estrangeiro observado nos últimos dias. O movimento também foi impulsionado pela Vale, que divulgou números robustos de produção de minério de ferro e cobre. As ações da companhia subiam 1,05%, cotadas a R$ 85,77.

Decisões de juros no radar

O mercado acompanha as decisões de juros desta quarta-feira. A expectativa é de manutenção da taxa básica nos Estados Unidos, na faixa de 3,50% a 3,75%, pelo Federal Reserve, e de 15% ao ano no Brasil, pelo Copom.

A atenção dos investidores está concentrada no tom dos comunicados e nas indicações sobre os próximos movimentos das autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, o foco recai sobre as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, especialmente sobre atividade econômica, mercado de trabalho e projeções. Parte do mercado espera sinais de desaceleração da economia americana.

A coletiva após a decisão do Fed também marca a primeira aparição pública de Powell desde o processo movido pelo presidente Donald Trump. Embora o dirigente costume adotar postura cautelosa, qualquer ajuste no discurso tende a provocar volatilidade nos mercados globais.

Leia também: Prévia do Copom: mercado acha que BC deveria iniciar corte da Selic, mas que não irá

No Brasil, a leitura predominante é de que o Banco Central pode reforçar a perspectiva de cortes na Selic ao longo dos próximos meses.

“A maioria espera que ela continue inalterada nos 15%, mas há uma perspectiva de que chegue a 12% ao final do ano. Então, devemos entrar em um ciclo de quedas”, afirmou Paulo Saad, sócio-fundador e COO da WFlow Invest, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (28). 

Para ele, esse movimento tende a influenciar o comportamento dos investidores antes mesmo das decisões efetivas. “O mercado reage ao fato, não ao ato. Quando começa a se projetar um juro mais baixo, os investidores passam a buscar ativos com maior potencial de retorno”, disse.

O especialista pondera, no entanto, que o ambiente ainda exige cautela. “É preciso cuidado, porque um juro de 15% é alto, mas um juro de 12% continua sendo um patamar elevado”, ressaltou.

Fluxo estrangeiro sustenta a alta

Em 2026, o Ibovespa B3 acumula valorização próxima de 14% em apenas 28 dias, impulsionada por um dos maiores fluxos de capital estrangeiro já registrados para um único mês na bolsa brasileira. O número final sai na semana seguinte.

Em 2025, o índice avançou 34% em reais e 51% em dólares, sustentado por compras líquidas de estrangeiros em torno de R$ 26 bilhões.

Com a Europa enfrentando crescimento fraco, custos elevados de energia e tensões políticas, e os Estados Unidos lidando com incertezas institucionais e econômicas, investidores globais voltam a direcionar recursos para mercados emergentes, buscando crescimento e diversificação.

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