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Cibersegurança: médias empresas são o alvo preferido de criminosos digitais, diz João Brasio

Publicado 28/01/2026 • 22:08 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • “Médias empresas, muitas vezes, têm algo errado no pensar, que é: ‘tem empresas muito maiores do que eu, eu não serei o alvo’. Isso é uma mentira”, aponta Brasio.
  • O maior problema, segundo Brasio, está justamente nessa cultura de segurança digital mantida pelas pequenas e médias empresas.
  • Brasio também comentou a respeito da relação entre os grandes eventos globais e a preocupação dos organizadores com a segurança de dados estratégicos, comunicações sensíveis e decisões que impactam governos e empresas.

Ao contrário do que os médio empresários brasileiros pensam, suas empresas estão muito mais no alvo de criminosos digitais em seus sistemas do que as grandes corporações. A avaliação é do notável João Brasio, em sua participação na programação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Para ele, as grandes empresas brasileiras estão conscientizadas da necessidade de investir em cibersegurança, especialmente as organizações reguladas e em bolsas de valores. “Médias empresas, muitas vezes, têm algo errado no pensar, que é: ‘tem empresas muito maiores do que eu, eu não serei o alvo’. Isso é uma mentira”, aponta Brasio.

O especialista em cibersegurança lembra que as médias empresas são relevantes o suficiente na medida em que transacionam muito dinheiro e muitos dados “E para o atacante, o que elas significam? Aquela casa na rua com um muro um pouco mais baixo. De um lado, (o atacante tem) a possibilidade de rentabilidade, de desviar um dinheiro ou vazar uma informação muito sensível e valiosa; porém, quando ele olha de longe, ele diz: ‘esse muro é mais baixo, há uma probabilidade muito maior de eu conseguir transpassá-lo.”

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O maior problema, segundo Brasio, está justamente nessa cultura de segurança digital mantida pelas pequenas e médias empresas. “Elas têm que entender que eles são alvos, sim. Os atacantes estão olhando hoje muito mais para elas até do que para as grandes organizações.”

Mina de ouro para o criminoso digital

Brasio também comentou a respeito da relação entre os grandes eventos globais e a preocupação dos organizadores com a segurança de dados estratégicos, comunicações sensíveis e decisões que impactam governos e empresas. A cibersegurança ainda costuma ficar em segundo plano?

“O que não está hoje no radar da maioria dos organizadores é que o evento virou uma infraestrutura crítica, porém temporária. Ele investe em palco, som, segurança física, mas trata uma camada digital muitas vezes como um acessório na correria, deixam para depois”, avalia. “Pro criminoso digital, isso é uma mina de ouro.”

A maior vulnerabilidade, segundo ele, não é palco, wi-fi, sistemas de credenciamento ou apps, “mas sim as interações com fornecedores e a infraestrutura digital, que infelizmente, muitas vezes, nem é vista”.

Para Brasio, o maior problema nos sistemas de cibersegurança nos eventos é a falta de correlação entre as ferramentas adotadas. “Esse ecossistema de segurança é criado com muitos aplicativos, muitos sistemas, e infelizmente quando nós juntamos todos eles, a gente tem aquele velho termo – ‘coxa de retalho’”, diz. “A maior falha é a gente fazer essas coisas sem pensar em como elas vão se correlacionar quando a gente ligar e juntar tudo. É nessa ligação que as vulnerabilidades vão aparecer”, complementa.

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