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Energia

Mesmo com cortes da Petrobras, combustíveis iniciam ano em alta; entenda

Publicado 30/01/2026 • 09:13 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Combustíveis sobem no início de 2026 apesar de cortes da Petrobras
  • ICMS e entressafra explicam alta da gasolina e do etanol
  • Etanol registra maiores aumentos e só compensa em três estados
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Combustíveis sobem no início de 2026 mesmo após cortes da Petrobras, com impacto do ICMS e da entressafra da cana

Os combustíveis iniciaram 2026 em alta em todo o país, mesmo após a Petrobras reduzir os preços da gasolina para as distribuidoras no fim de janeiro.

Levantamento da ValeCard mostra que gasolina, etanol e diesel registraram aumentos médios no mês, com destaque para o etanol, que chegou a avançar quase 13% em alguns estados.

A análise considera transações realizadas entre 1º e 26 de janeiro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o Brasil.

Na média nacional, a gasolina comum foi comercializada a R$ 6,483 em janeiro, alta de 1,63% em relação a dezembro. O etanol apresentou o maior avanço no período, com aumento médio de 3,46%, enquanto o diesel S-10 subiu 0,56%.

Segundo o levantamento, a gasolina teve alta em 24 estados, o etanol avançou em 25 unidades da Federação e o diesel registrou aumento em 21 estados.

Leia também: Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% às distribuidoras; veja como fica

Combustíveis mais caros mesmo com corte da Petrobras

De acordo com a ValeCard, o reajuste do ICMS, em vigor desde 1º de janeiro, e a entressafra da cana-de-açúcar explicam a pressão sobre os combustíveis no início do ano.

Mesmo com a redução do preço da gasolina anunciada pela Petrobras no fim do mês, o efeito nas bombas tende a ser gradual.

Isso ocorre devido ao giro de estoques e à composição de custos do setor, que inclui margens de revenda, mistura obrigatória de etanol anidro e variações tributárias entre os estados.

A gasolina comum tem 30% de etanol anidro em sua composição.

Avanço da gasolina por região

Em janeiro, a gasolina apresentou altas disseminadas, com variações mais expressivas nas regiões Nordeste e Sul.

No Nordeste, o Rio Grande do Norte liderou a alta percentual do país, com avanço superior a 6%. No Sul, todos os estados registraram aumento, com destaque para Santa Catarina, que teve alta acima de 3%.

No Norte, a região concentrou os maiores preços médios do país, com valores acima de R$ 7,40 por litro em estados como Acre e Roraima.

Combustíveis renováveis puxam altas em janeiro

O etanol foi o combustível com maior pressão de alta no mês. Apenas Piauí e Rondônia registraram recuo, enquanto o Nordeste concentrou os maiores aumentos percentuais.

O Rio Grande do Norte apresentou a maior alta do país, com avanço de quase 13%, refletindo a menor oferta típica do período de entressafra e os ajustes tributários.

Onde combustíveis renováveis ainda compensam

Segundo a metodologia da ValeCard, o etanol só compensa financeiramente quando custa até 70% do preço da gasolina. Em janeiro, apenas três estados atenderam a esse critério: Amapá, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Comportamento do diesel

O diesel S-10 apresentou comportamento mais contido em janeiro. No Sul, todos os estados tiveram alta, mas a região manteve os menores preços médios do país.

O Nordeste concentrou a maior alta percentual, enquanto o Norte apresentou cenário misto, com quedas relevantes em alguns estados e altas pontuais em outros.

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