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Bolsa encerra janeiro com melhor desempenho em duas décadas e é destaque desde o Plano Real; o que esperar?

Publicado 30/01/2026 • 20:42 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • Apesar de uma correção técnica nesta sexta-feira (30), o índice fechou o mês aos 181.363,90 pontos, sustentando-se acima do importante patamar psicológico dos 180 mil pontos.
  • De acordo com dados do TradeMap, o Ibovespa B3 alcançou a 3ª maior sequência de altas mensais desde a implementação do Plano Real em 1994.
  • É possível se expor aos ganhos da bolsa de forma diversificada por meio de ETFs, fundos que replicam índices
Ibovespa

Divulgação/B3

Ibovespa B3

O Ibovespa B3 encerrou o primeiro mês de 2026 consolidando um dos períodos mais brilhantes de sua história recente. Apesar de uma correção técnica nesta sexta-feira (30), o índice fechou o mês aos 181.363,90 pontos, sustentando-se acima do importante patamar psicológico dos 180 mil pontos.

O saldo de janeiro revela um avanço absoluto de 20.008,11 pontos, a maior alta mensal em números nominais já registrada na história do índice.

Em termos percentuais, a valorização de 12,56% marca o melhor desempenho para um mês de janeiro nas última duas décadas. Em 2006, o índice chegou a saltar 14,55%.

Ao longo do mês, o termômetro da bolsa brasileira cravou oito recordes nominais, atingindo sua máxima histórica intradiária de 186.449,75 pontos no dia 29 de janeiro.

O que revelam os recordes históricos do Ibovespa?

A performance de janeiro não foi um evento isolado, mas o ápice de um ciclo de otimismo que colocou o índice em um patamar de destaque histórico.

De acordo com levantamento exclusivo do TradeMap, o Ibovespa B3 alcançou a 3ª maior sequência de altas mensais desde a implementação do Plano Real em 1994.

Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o índice acumulou 6 meses consecutivos de valorização, resultando em um ganho de 36,29% no período. Esta consistência só foi superada pela sequência de 16 meses entre 1996 e 1997, e empata em duração com os ciclos de recuperação de 2003 e 2009.

PeríodoVariação (%)Qtde. de Meses
Abr/96 a Jul/97159,79%16
Jul/03 a Dez/0371,42%6
Ago/25 a Jan/2636,29%6
Jul/09 a Dez/0933,27%6

Fonte: levantamento TradeMap

Destaques de Mercado: As Maiores Altas e Baixas de Janeiro

O movimento de janeiro foi impulsionado por uma rotação de ativos que beneficiou setores educacionais, imobiliário e commodities, enquanto o varejo e a saúde sofreram com ajustes de portfólio.

As Estrelas do Mês (Altas):

  • Cogna (COGN3): Foi o grande destaque do mês, com uma disparada de 43,99%, encerrando cotada a R$ 4,55.
  • Raízen (RAIZ4): Apresentou uma valorização robusta de 27,16%, fechando a R$ 1,03.
  • Petrobras (PETR3 e PETR4): As ações ordinárias subiram 24,01% (R$ 40,39) e as preferenciais avançaram 22,52% (R$ 37,76), impulsionadas pelo petróleo que, apesar da queda no dia, fechou o mês em forte alta.
  • Setor Imobiliário e Logística: Cyrela (CYRE3) e Vamos (VAMO3) também brilharam com altas superiores a 20%.

As Maiores Pressões (Baixas):

  • Vivara (VIVA3): Liderou as perdas com recuo de 15,22%, fechando a R$ 28,18.
  • Hapvida (HAPV3): Registrou queda de 11,74%, terminando o mês a R$ 13,00.
  • Setor Elétrico: Auren (AURE3) e Taesa (TAEE11) figuraram entre as baixas, com quedas de 5,14% e 1,14%, respectivamente.

Análise do Fechamento do Ibovespa B3: Ajuste Natural e Fator Warsh

A queda de 0,97% observada nesta sexta-feira foi classificada por analistas como um movimento de realização de lucros, perfeitamente natural após uma valorização tão expressiva em números absolutos.

O mercado aproveitou o último pregão para ajustar posições, influenciado também pela cautela externa e pelo avanço do dólar comercial, que subiu 1,03%, encerrando a R$ 5,24.

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No cenário internacional, a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebida com otimismo. Especialistas destacam que Warsh é visto como um nome técnico e mais independente, o que acalmou os temores de uma gestão politizada no BC americano.

A alta da bolsa em janeiro reflete muito mais o cenário externo do que fatores domésticos pontuais. Um dólar mais fraco, junto com a reprecificação de juros globais, tende a sustentar fluxo para mercados emergentes, que são menos líquidos e reagem de forma mais intensa a qualquer realocação marginal”, afirmou Jayme Simão, socio-fundador do Hub do Investidor.

“Se esse ambiente externo se mantiver, com inflação global mais controlada e menor pressão sobre juros reais, ainda há espaço para continuidade do movimento. O principal freio viria de uma reversão no dólar ou de algum choque externo que volte a pressionar ativos de risco”, destaca Simão.

Esse alívio institucional, somado ao forte fluxo de investidores que buscam diversificação em renda variável, sustenta a tese de que a bolsa brasileira vive um momento de sofisticação e valorização estratégica.

Diversificação via ETFs e o Ranking de Rentabilidade do Ibovespa

Para os investidores que buscam exposição diversificada, a B3 oferece os ETFs, fundos que replicam o desempenho de índices, que facilitam o acesso a diferentes teses de investimento.

Em 2025, diversos indicadores apresentaram resultados expressivos, com destaque para setores essenciais e financeiros, apontam dados da bolsa brasileira. Veja alguns destaques e as posições no ranking

PosiçãoÍndices B3CódigoRetorno %Ticker do ETF
1Utilidade PúblicaUTIL63,16UTLL11
2Ibov. BR+ Cap 5%IBBC49,02CAPE11
3FinanceiroIFNC46,21FIND11
4Ibov. Empresas PrivadasIBEP42,90SPVT11
5Ibov. Smart Low VolIBLV40,89LVOL11
9IbovespaIBOV33,95BOVA11

O índice de Utilidade Pública (UTIL) liderou o ranking com alta de 63,16%, seguido pelo Ibov. BR+ Cap 5% (IBBC), que avançou 49,02%. Além dos ETFs, o mercado conta com derivativos, como contratos futuros e opções, que permitem proteger carteiras ou realizar operações de alavancagem sobre a direção futura do mercado.

Essa alta estratosférica da bolsa em janeiro se sustenta?

Diante de um desempenho histórico em janeiro, a dúvida dos investidores é se nos próximos meses a bolsa segue apresentando um desempenho forte ou se trata de um voo da galinha.

Para o analista Lucas Lima, da VG Research, a tendência para a bolsa permanece positiva para os próximos meses, embora a forte valorização recente tenha deixado o preço de grandes empresas em patamares elevados. Ele adverte que, com o valuation (avaliação) mais esticado, o mercado torna-se sensível a qualquer ruído: “as blue chips (empresas de grande porte na B3) ficaram com valuation mais esticado após a forte alta recente e qualquer notícia minimamente negativa pode ocasionar em uma realização de lucro”.

Para o analista, a sustentação da alta da bolsa no Brasil depende diretamente da manutenção de um cenário de dólar fraco globalmente, o que pode ser influenciado pelas falas de Donald Trump e pelas decisões do próximo presidente do Federal Reserve.

Apesar da volatilidade prevista, Lima destaca que o plano de fundo para o país segue construtivo e o fluxo estrangeiro deve continuar em busca de diversificação e menor posição na moeda americana. Internamente, o cenário é favorecido por um ciclo eleitoral mais pró mercado e pelo “possível início de redução da taxa de juros já na próxima reunião”, fatores que ajudam a sustentar a trajetória de crescimento do índice no longo prazo.

Danilo Coelho, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, encara o recuo registrado nesta sexta-feira como um ajuste técnico esperado e de baixa relevância: “o que vemos no Ibovespa hoje é mais um movimento de realização, nada muito relevante, nada que seja muito acentuado, comparado ao que é normal de variação na casa de 1% até 2%”.

Ele observa que o mercado internacional reagiu positivamente à escolha de Kevin Warsh para o Fed, pois é um nome menos alinhado às vontades políticas de Trump. Segundo o especialista, isso gerou uma expectativa de que a condução da autoridade monetária será mais neutra e isenta, reduzindo o temor de um Banco Central aparelhado.

Danilo Coelho pondera, no entanto, que fatores domésticos específicos podem gerar ruídos, como as investigações da CPMI e movimentações envolvendo Daniel Vorcaro. Nesses momentos, ele nota que alguns investidores preferem reduzir a exposição em ações e migrar para a segurança da renda fixa e dos juros futuros até que esses eventos passem.

Além disso, ele aponta que a queda recente do petróleo, após diversas altas, contribuiu diretamente para a pressão negativa sobre as petrolíferas da bolsa, citando especificamente a Petrobras, Brava Energia e PetroRecôncavo.

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