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PF abre inquérito para investigar Grupo Fictor por crimes financeiros

Publicado 04/02/2026 • 20:18 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Polícia Federal decidiu formalizar o inquérito após encontrar evidências de que a estrutura do grupo estaria sendo utilizada para atividades ilícitas no mercado de capitais.
  • A investigação foca em quatro crimes contra o sistema financeiro: gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro e operação de instituição financeira sem autorização.
  • O inquérito surge em um momento de colapso para a companhia, que protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no último domingo (1º).
Logo da fictor em uma parede ripada

Reprodução

Fictor

A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (4) um inquérito para investigar o Grupo Fictor, organização que ganhou destaque ao apresentar uma proposta de compra do Banco Master no final do ano passado.

A investigação foca em quatro crimes contra o sistema financeiro: gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro e operação de instituição financeira sem autorização.

O inquérito surge em um momento de colapso para a companhia, que protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no último domingo (1º).  Com dívidas que somam aproximadamente R$ 4 bilhões, o grupo alega que a medida busca equilibrar as operações e assegurar o pagamento de compromissos financeiros, após indícios de crimes detectados pela PF em investigações preliminares.

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A crise da empresa está intrinsecamente ligada ao episódio do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso em 18 de novembro 2025. O Banco Central classificou a oferta de compra feita pela Fictor como uma “cortina de fumaça”, argumentando que o grupo não possuía condições reais para a aquisição e que os supostos investidores árabes nunca foram identificados.

De acordo com o BC, a negociação teria sido forjada para postergar as ações fiscais e policiais contra o Master, que acabou liquidado por suspeita de fraude e falta de garantias. Por sua vez, o Grupo Fictor defende que a liquidação do banco de Vorcaro, ocorrida um dia após o anúncio da compra, destruiu sua reputação e gerou uma crise de liquidez insustentável em suas holdings.

A Polícia Federal decidiu formalizar o inquérito após encontrar evidências de que a estrutura do grupo estaria sendo utilizada para atividades ilícitas no mercado de capitais. A investigação agora busca detalhar como as duas instituições se articularam e quais foram os danos reais causados a milhares de investidores e correntistas.

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