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EXCLUSIVO: Incerteza dispara em 2026 e liderança vira maior dor de cabeça das empresas
Publicado 07/02/2026 • 20:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/02/2026 • 20:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mundo corporativo entra em 2026 em modo de cautela. O oitavo estudo do Great Place to Work mostra que, embora o otimismo ainda esteja presente nas organizações, a insegurança em relação aos rumos da economia e dos negócios alcançou o maior nível já registrado na série histórica.
O levantamento também revela uma virada simbólica na agenda de recursos humanos: pela primeira vez, a capacitação de líderes aparece simultaneamente como o maior desafio e a principal prioridade da gestão de pessoas, em um cenário marcado por contratações mais conservadoras, avanço acelerado da inteligência artificial e mudanças profundas no comportamento dos profissionais.
As conclusões foram detalhadas por Daniela Diniz, diretora do Great Place to Work no Brasil e coordenadora do relatório, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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Uma das novidades do estudo é a ampliação do recorte para a América Latina, algo inédito na história da pesquisa.
Segundo Daniela, a região apresenta desafios próprios. Em vários países latino-americanos, a definição dos modelos de trabalho, especialmente a transição do presencial para o híbrido, ainda é uma questão aberta. No Brasil, esse debate já está mais consolidado.
Apesar disso, há um ponto comum: a combinação curiosa entre esperança e apreensão.
“Existe um otimismo muito latino, mas hoje convivendo com mais volatilidade, pressão por resultados e necessidade de agilidade”, explicou. O resultado é um retrato ambíguo: empresas ainda confiantes, mas muito mais cautelosas ao projetar o futuro.
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A formação de líderes subiu ao topo do ranking tanto de prioridades quanto de dificuldades. Para o Great Place to Work, isso reflete uma pressão inédita sobre quem ocupa cargos de comando.
O gestor atual precisa entregar metas, desenvolver equipes, lidar com disputas sobre retorno ao escritório, engajamento em queda, aumento de rotatividade e expectativas crescentes sobre saúde mental.
“É uma liderança do século XXI, moldada depois da pandemia, muito diferente do que funcionava nos anos 90 ou 2000”, afirmou Daniela.
O diagnóstico é direto: há um gargalo de preparo em muitas organizações. Treinar chefias virou peça central para enfrentar outros problemas estruturais, como retenção de talentos, clima organizacional e produtividade.
Outro dado chama a atenção: mesmo com empresas reduzindo o apetite por novas vagas, a dificuldade para preenchê-las nunca foi tão alta.
Segundo o estudo, falta mão de obra qualificada. Ainda que parte das companhias planeje aumentar seus quadros, elas relatam obstáculos crescentes para encontrar profissionais prontos para assumir funções técnicas ou de liderança.
Em linguagem de mercado, trata-se de um descompasso clássico entre oferta e demanda, agravado por transformações rápidas em tecnologia e competências exigidas.
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Para quem está de olho no mercado de trabalho, o relatório aponta setores com maior aquecimento:
• Tecnologia, impulsionada por inteligência artificial
• Serviços, em expansão em diferentes segmentos
• Comercial e vendas, incluindo áreas de suporte ao cliente
Daniela observa ainda uma percepção curiosa: muitos profissionais acreditam estar preparados para lidar com IA, mas avaliam que suas empresas ainda estão atrás nessa adaptação, o que amplia a corrida por talentos especializados.
O estudo desenha um cenário típico de transição estrutural. As empresas seguem otimistas, mas operam com o freio puxado. Investem menos em expansão rápida e mais em eficiência, formação de líderes e adaptação tecnológica.
Para executivos, a mensagem é clara: desenvolver liderança deixou de ser pauta de longo prazo e virou urgência estratégica.
Para quem busca emprego ou recolocação, outra tradução prática surge: apostar em tecnologia, vendas e serviços pode ser o atalho mais curto para surfar a próxima onda do mercado.
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