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Apple recua em projeto de “coach de saúde” de IA; entenda por que
Publicado 08/02/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/02/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Apple decidiu interromper o desenvolvimento de um assistente de saúde totalmente baseado em inteligência artificial, sinalizando uma mudança relevante em sua estratégia para o mercado de bem-estar. O projeto, conhecido internamente como Mulberry, fazia parte dos planos da empresa para ampliar sua presença no segmento, mas acabou sendo descartado durante uma reavaliação interna.
A reformulação ganhou força após Eddy Cue, vice-presidente sênior responsável pela área de serviços, assumir o comando das iniciativas de saúde da companhia. Em conversas com equipes internas, Cue avaliou que os produtos atuais da Apple não conseguem diferenciar a empresa de forma consistente frente à concorrência, especialmente quando comparados a plataformas especializadas como Oura Health Oy e Whoop Inc.
Segundo o executivo, aplicativos consolidados como o Apple Fitness e o app Saúde são amplamente utilizados, mas não posicionam a Apple como referência em inovação no setor. A partir dessa leitura, a empresa passou a considerar que um “coach de saúde” operado exclusivamente por IA não seria suficiente para impulsionar sua estratégia.
Com isso, a ideia do Mulberry deve ser absorvida por um plano mais amplo, que prevê a incorporação gradual de recursos de inteligência artificial aos serviços já existentes no ecossistema da Apple. Internamente, essas funções são associadas ao Health+, iniciativa que já teve o lançamento adiado duas vezes enquanto a empresa repensa como integrar IA de forma mais eficaz.
Leia também: Apple adiciona agentes da Anthropic e da OpenAI à sua ferramenta de programação
Outro elemento que pesou na decisão foi o desempenho de aplicativos de terceiros dentro da App Store. Plataformas como Strava e GymRats ganharam espaço ao oferecer registros detalhados e recursos sociais. O Strava, em particular, concorre diretamente com as funcionalidades nativas da Apple ao permitir o acompanhamento diário de métricas como frequência cardíaca, passos e distância percorrida.
O Health+ chegou a ser concebido como um serviço capaz de fornecer recomendações personalizadas, combinando dados de dispositivos Apple com informações dos usuários. No entanto, o foco acabou se deslocando para conteúdos de vídeo, programas de treino e análise do sono, iniciativas que tiveram impacto limitado na diferenciação da marca.
Agora, a Apple planeja investir em um novo caminho: a criação de um assistente virtual voltado a responder dúvidas dos usuários sobre saúde. O chatbot colocaria a empresa em competição direta com o Gemini da Google. Paralelamente, a companhia estuda lançar, a partir do iOS 27, uma versão da Siri dedicada exclusivamente a temas de saúde, integrada aos dados reunidos no Health+.
(*Com informações da Bloomberg)
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