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Justiça dos EUA investiga oferta da Netflix pela Warner e avalia risco de monopólio
Publicado 08/02/2026 • 19:20 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 08/02/2026 • 19:20 | Atualizado há 4 horas
Reprodução
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma apuração preliminar para avaliar se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao tentar adquirir a Warner Bros. Discovery, incluindo seus estúdios e o serviço de streaming HBO Max. A informação foi revelada pelo The Wall Street Journal, que teve acesso a uma intimação civil ligada ao caso.
Segundo o jornal, o órgão enviou questionamentos a outras empresas do setor de entretenimento para mapear como a Netflix concorre com rivais e se a eventual fusão poderia ampliar seu poder de mercado a ponto de configurar concentração excessiva.
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A legislação americana dá às autoridades amplos instrumentos para bloquear operações que reduzam a concorrência. Na intimação obtida pelo Wall Street Journal, o Departamento de Justiça pede que empresas descrevam “qualquer outra conduta exclusiva por parte da Netflix que razoavelmente pareça capaz de consolidar poder de mercado ou monopólio”.
O órgão também avalia uma proposta concorrente feita pela Paramount Global, que acabou rejeitada pela Warner após recomendação da administração aos acionistas. Além disso, quer entender como fusões anteriores no setor afetaram a disputa por talentos criativos e as condições contratuais oferecidas a artistas e produtores.
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O advogado da Netflix, Steven Sunshine, afirmou ao Wall Street Journal que a empresa encara o movimento do governo como uma análise regulatória rotineira.
Segundo ele, não houve indicação de que esteja em curso uma investigação separada por tentativa de monopolização.
Em janeiro, a Netflix mudou a estrutura de sua oferta pela Warner e passou a propor pagamento integral em dinheiro, mantendo o valor total de US$ 82,7 bilhões. A nova abordagem, que substituiu um modelo misto de caixa e ações, foi interpretada no mercado como tentativa de tornar a transação menos vulnerável a concorrentes.
Pelos novos termos, a empresa passou a oferecer US$ 27,75 por ação da Warner. Na versão anterior, o pagamento previa US$ 23,25 em dinheiro e o restante em papéis da própria Netflix.
O presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, afirmou na ocasião que a fusão aproximaria “duas das maiores empresas de narrativa do mundo”.
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Apesar do entusiasmo público das companhias, a transação depende de uma série de etapas: conclusão da reorganização corporativa envolvendo a divisão Discovery Global, aval dos acionistas da Warner e, sobretudo, sinal verde dos reguladores americanos.
Para investidores e executivos do setor de mídia, o processo virou um teste-chave da política antitruste em Washington. O desfecho indicará até onde o governo está disposto a ir para conter a consolidação no streaming, num mercado em que escala global, catálogo robusto e poder de barganha com talentos se tornaram armas estratégicas.
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