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Netflix diz que usuários podem cancelar a assinatura se preço subir após compra da Warner
Publicado 07/02/2026 • 10:15 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 07/02/2026 • 10:15 | Atualizado há 7 meses
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REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração.
Em audiência no Senado dos Estados Unidos realizada no início de fevereiro de 2026, o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que assinantes insatisfeitos com possíveis reajustes de preço após a compra da Warner Bros. Discovery poderão simplesmente cancelar a assinatura.
A declaração foi feita em Washington, durante discussões regulatórias sobre a fusão bilionária, em meio a preocupações de parlamentares sobre concorrência, valores cobrados e impacto para consumidores e criadores de conteúdo.
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A Netflix anunciou em dezembro um acordo para adquirir a Warner Bros, discovery por cerca de US$ 82,7 bilhões. A operação inclui estúdios de cinema e televisão, além das marcas HBO e HBO Max, e ainda depende da aprovação de órgãos reguladores.
Segundo a empresa, a conclusão está prevista para o terceiro trimestre de 2026, após a separação da Discovery Global.
O anúncio provocou forte reação no setor de entretenimento e no meio político. Legisladores e autoridades antitruste avaliam se a união entre duas das maiores plataformas de streaming do mundo pode reduzir a concorrência e limitar as opções disponíveis ao público.
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Questionado diretamente sobre como garantir que o serviço continue acessível, Sarandos afirmou que os reajustes anteriores refletiram um aumento de valor entregue aos assinantes. Em seguida, fez a declaração que chamou mais atenção.
Segundo o executivo, a Netflix não obriga ninguém a permanecer no serviço. Ele ressaltou que o processo de cancelamento é simples e pode ser feito com um único clique, sugerindo que consumidores insatisfeitos com o preço podem sair da plataforma sem dificuldades
“Nosso sistema de cancelamento é feito com um clique, então se o consumidor disser: ‘Isso é muito para o que estou recebendo’, ele pode cancelar com um único clique”, disse Sarandos.
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Siga o Times | CNBCNa audiência, Sarandos defendeu que a fusão não criaria um monopólio nem no streaming, nem na produção audiovisual. Ele destacou a atuação da Netflix na economia americana e seu papel no financiamento de produções locais com alcance global.
Dados apresentados pela empresa mostram que a Netflix encerrou o quarto trimestre de 2025 com mais de 325 milhões de assinantes pagos, mantendo a liderança mundial em vídeo sob demanda por assinatura, segundo o The Street.
A Warner Bros. Discovery aparece em terceiro lugar, com cerca de 128 milhões de usuários, somando HBO Max e Discovery+.
O executivo também afirmou que aproximadamente 80% dos assinantes da HBO nos Estados Unidos já assinam a Netflix, argumento usado para sustentar que uma eventual integração poderia resultar em ofertas combinadas e até descontos.
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A negociação com a Warner ocorreu após uma disputa com outros grupos, como Paramount Skydance e Comcast. A Paramount Skydance chegou a contestar o acordo, alegando que sua proposta, avaliada em mais de US$ 100 bilhões, seria superior.
Agora, a decisão está nas mãos dos reguladores, até que o processo seja concluído, a fusão seguirá sob escrutínio político e público.
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Para os assinantes, a mensagem deixada pela liderança da Netflix é se o preço subir e o valor não compensar, a empresa acredita que a saída é aceita.
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