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Varejo começa o ano com retração de 1,5% em janeiro
Publicado 09/02/2026 • 09:37 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 09/02/2026 • 09:37 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Vendas no varejo paulista sobem 8,9% em fevereiro ante janeiro, mostra FecomercioSP.
Unsplash.
Depois de um fim de ano marcado por inflação mais estável, o varejo brasileiro começou 2026 em terreno negativo. As vendas recuaram 1,5% em termos reais em janeiro, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), indicando um consumidor mais seletivo e atento ao orçamento logo no início do ano.
O resultado é o pior para um mês de janeiro desde o período mais crítico da pandemia, quando o consumo foi afetado por choques externos e o setor chegou a cair mais de 12%.
O desempenho de janeiro reforça um padrão já observado no fim de 2025: famílias priorizando despesas fixas e adiando compras de maior valor. Em termos nominais, o faturamento do varejo cresceu 1,3% sem ajuste de calendário, mas ficou praticamente estável quando considerado o ajuste (-0,3%).
Ao descontar a inflação, o cenário se mostra mais fraco. O ICVA deflacionado com ajuste de calendário apontou queda de 3,1%, colocando janeiro entre os meses mais fracos da série histórica em termos reais.
Leia também: Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela quinta semana seguida
O varejo físico teve crescimento nominal de 2,1% em janeiro, ajudando a conter uma queda maior no resultado geral. Já o comércio eletrônico recuou 1,5%, refletindo uma base de comparação mais elevada após os avanços expressivos registrados nos últimos anos.
O movimento sugere maior peso das compras presenciais ligadas à reposição e à rotina, em um mês tradicionalmente pressionado por impostos, mensalidades escolares e reajustes de serviços.
A retração foi mais intensa no varejo de bens duráveis e semiduráveis, que registrou queda real de 5,4% em janeiro. Com o orçamento pressionado, as famílias reduziram gastos com itens de maior valor.
Em sentido oposto, o macrossetor de bens não duráveis apresentou crescimento real de 0,7%, puxado principalmente por supermercados e hipermercados, que concentram o consumo essencial.
O varejo de serviços também apresentou retração real de 3,9% no mês. Mesmo com o desempenho positivo de Turismo e Transporte, favorecido pelo período de férias, o resultado foi impactado pela queda em Alimentação fora do domicílio.
Bares e restaurantes seguem pressionados por custos elevados e repasses de preços, mesmo em um ambiente de inflação mais comportada.
Em janeiro, o IPCA-15 avançou 0,20%, abaixo do registrado em dezembro, acumulando alta de 4,5% em 12 meses. Alimentação e bebidas subiu 0,3%, enquanto Saúde e cuidados pessoais exerceu o principal impacto sobre o índice.
Ao ponderar IPCA e IPCA-15 pelos pesos do ICVA, a inflação do varejo ampliado acumulada em 12 meses foi de 2,9%, indicando alívio inflacionário ainda insuficiente para recompor o poder de compra.
Todas as regiões do Brasil registraram retração real em janeiro. O Centro-Oeste liderou as quedas (-5,0%), seguido por Norte (-3,9%), Nordeste (-3,7%), Sul (-3,4%) e Sudeste (-2,6%).
Em termos nominais com ajuste, apenas o Sudeste apresentou leve crescimento (0,2%), enquanto o Sul ficou estável.
Os dados de janeiro reforçam um início de ano mais fraco para o varejo brasileiro. Mesmo com inflação mais controlada, os efeitos acumulados de 2025 continuam limitando o consumo, prolongando um ambiente de cautela e adiamento de compras.
O levantamento tem como base transações capturadas pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado, elaborado pela Cielo.
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