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Brasil encerra 2025 com 50% da população adulta inadimplente
Publicado 10/02/2026 • 14:30 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 10/02/2026 • 14:30 | Atualizado há 4 horas
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inadimplência
Inadimplência atinge quase metade dos adultos e soma R$ 518 bilhões em dívidas
A inadimplência encerrou 2025 em patamar historicamente elevado no Brasil. Quase metade da população adulta terminou o ano com contas em atraso, somando um estoque de dívidas que ultrapassa R$ 518 bilhões, segundo dados do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa.
De acordo com o levantamento, 81,2 milhões de pessoas estavam inadimplentes em dezembro, o equivalente a 49,7% da população adulta. O número mantém o país acima dos níveis observados antes da pandemia e evidencia um cenário persistente de pressão sobre o orçamento das famílias.
O valor médio devido por inadimplente chegou a R$ 6.382, distribuído em cerca de quatro dívidas por pessoa, com tíquete médio de R$ 1.593. A fotografia revela que o problema vai além de atrasos pontuais e está ligado ao acúmulo de compromissos financeiros simultâneos.
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A composição das dívidas mostra que a inadimplência está fortemente associada ao sistema financeiro tradicional e a despesas essenciais do dia a dia. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% do total das pendências. Na sequência aparecem contas básicas, como água, luz e gás, com 22,1%, e financeiras, responsáveis por 19,6% das dívidas.
O dado indica que o endividamento não se restringe ao consumo discricionário. Ele avança sobre gastos essenciais, reduzindo a margem de ajuste das famílias e aumentando o risco de inadimplência recorrente.
Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, especializada em crédito no varejo, os números refletem uma mudança no perfil do endividamento no país. Segundo ele, a inadimplência passou a ter caráter estrutural para milhões de famílias.
“Quando o acúmulo de parcelamentos se torna permanente, o crédito deixa de impulsionar o consumo e passa a travar o crescimento. Isso exige mais cautela na concessão e uma análise real da capacidade de pagamento”, afirma.
A Top One atua em mais de 3 mil pontos de venda no Brasil e registrou, em dezembro, níveis de inadimplência semelhantes aos de 2024, reflexo direto do ambiente macroeconômico mais restritivo.
O cenário levou instituições financeiras a adotarem políticas mais rigorosas ao longo de 2025. Prazos mais curtos, limites menores e critérios mais conservadores passaram a orientar a liberação de crédito, movimento que ajuda a conter riscos, mas também limita a recuperação do consumo.
Para o executivo, a combinação de juros elevados, renda pressionada e crédito mais seletivo tende a manter a inadimplência em níveis elevados no curto prazo, mesmo com a expectativa de um ciclo gradual de flexibilização monetária ao longo de 2026.
Apesar do quadro adverso, o levantamento da Serasa aponta avanço nas renegociações. Somente em dezembro de 2025, foram fechados 5,2 milhões de acordos, com R$ 14,3 bilhões em descontos concedidos. O valor médio renegociado ficou em R$ 697.
Embora relevantes, esses acordos ainda não são suficientes para reduzir de forma estrutural o estoque de dívidas, que segue elevado e distribuído entre diferentes modalidades de crédito.
O retrato deixado por 2025 indica que a inadimplência continuará sendo um dos principais entraves para o consumo e para a expansão do crédito em 2026. A melhora dependerá não apenas da queda dos juros, mas também de políticas de crédito mais equilibradas, renda em recuperação e maior educação financeira.
“Crédito bem concedido sustenta o consumo. Crédito mal concedido amplia a inadimplência e corrói a confiança. Informação, análise criteriosa e renegociação no momento certo serão determinantes para reequilibrar o sistema”, conclui Vanderley.
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