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Criptomoedas em queda: é hora de comprar ou de esperar?
Publicado 11/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Criptomoedas
Na última segunda-feira (9), o bitcoin voltou a operar em queda e passou o dia testando o patamar dos US$ 70 mil, a criptomoeda estende as perdas da semana anterior enquanto investidores avaliam se o ativo consegue se sustentar em um ambiente marcado por volatilidade em Wall Street.
Segundo reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o bitcoin recuou 1,09%, a US$ 70,022.22. Já o Ethereum apresentava queda de 1,49%, a US$ 2,097.82.
O mercado de criptomoedas enfrenta um ano mais negativo do que 2025. Em janeiro e fevereiro, as principais criptos acumularam perdas relevantes, refletindo um ambiente global de incerteza econômica e política.
A queda reacende uma velha pergunta entre investidores, este é um momento de risco extremo ou uma possível janela de oportunidade para quem pensa no longo prazo?
O mercado de criptoativos começou 2026 em forte retração, um índice que acompanha o valor de mercado de mais de uma centena de criptomoedas aponta desvalorização superior a 20% no ano.
Segundo o blog Bora Investir, do B3, entre os principais ativos, o bitcoin registra queda próxima de 21%, enquanto Ethereum e Solana acumulam perdas em torno de 32% no mesmo período.
Leia também: Diretor do Fed diz que euforia com criptomoedas que surgiu com Trump está “desaparecendo”
Esse movimento aprofunda o cenário já fragilizado herdado de 2025, quando a combinação de juros elevados, menor liquidez global e maior aversão ao risco pressionou ativos considerados mais voláteis.
O ambiente internacional tem sido um dos principais vetores de pressão sobre o mercado cripto. Tensões geopolíticas, disputas comerciais e conflitos diplomáticos aumentaram a percepção de risco entre investidores, que passaram a priorizar ativos considerados mais seguros.
Nesse contexto, criptomoedas acabam sofrendo oscilações mais intensas. A combinação de crescimento econômico mais fraco em algumas regiões, volatilidade cambial e incertezas políticas reduz o apetite tanto de investidores institucionais quanto de pessoas físicas por ativos alternativos.
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Além do cenário macroeconômico, o próprio ecossistema cripto contribui para a magnitude das quedas. Após ciclos fortes de valorização, muitos investidores optam por realizar lucros, o que aumenta a pressão vendedora.
Soma-se a isso o uso elevado de alavancagem em determinados períodos e um ambiente regulatório que ainda gera dúvidas em diferentes países. O resultado é um mercado mais sensível a notícias negativas e com movimentos bruscos de curto prazo.
A desvalorização levanta o debate sobre o melhor momento para investir. Episódios anteriores mostram que movimentos abruptos de baixa não são inéditos no mercado de criptomoedas. Em ciclos passados, quedas profundas foram seguidas por recuperações relevantes, embora em prazos e ritmos imprevisíveis.
Especialistas alertam, no entanto, que decisões tomadas por impulso durante períodos de estresse podem gerar perdas adicionais. A volatilidade tende a ser elevada e o curto prazo permanece cercado de incertezas.
Para investidores com horizonte mais longo, uma abordagem frequentemente citada é a realização de aportes graduais ao longo do tempo. Essa estratégia ajuda a diluir o preço médio de entrada e reduz o risco de concentrar recursos em um único momento de mercado.
Por outro lado, quem busca ganhos rápidos enfrenta um cenário mais desafiador, com pouca visibilidade e maior exposição a oscilações abruptas. A recuperação, se ocorrer, dificilmente será imediata ou linear.
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Correções profundas costumam afastar exageros de preço e aproximar os valores dos fundamentos, o que pode fazer sentido para quem investe com disciplina e visão de longo prazo.
Ainda assim, o mercado de criptomoedas continua sendo de alto risco e fortemente influenciado pelos grandes movimentos da economia global.
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