CNBC

CNBCYouTube star MrBeast compra o aplicativo de serviços financeiros Step, focado em jovens

Economia Brasileira

Galípolo fala em ‘calibragem’ na taxa de juros e sinaliza corte da Selic em março; mercado reage

Publicado 11/02/2026 • 13:02 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Galípolo indica possível corte da Selic em março após fase de calibragem da política monetária
  • Banco Central mantém Selic em 15% e reforça cautela diante de incertezas e mercado de trabalho apertado
  • Meta de inflação de 3% e juros elevados entram no debate sobre estabilidade monetária no Brasil
Galipolo em evento da ABBC

Reprodução

Galípolo indica possível corte da Selic em março após fase de calibragem da política monetária

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que a política monetária entrou em uma fase de “calibragem” e indicou que o início do ciclo de cortes da Selic pode ocorrer em março, caso o cenário permita maior confiança.

“Volto aqui a enfatizar que a palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”, disse durante evento em São Paulo.

Mercado gostou

O mercado se animou com a sinalização do corte na taxa Selic e o principal índice da B3 chegou aos 190 mil pontos, máxima histórica, aumentando a força do fluxo comprador. O dólar opera em queda, a R$ 5,18 e os juros longos recuam.

Selic atual

Em janeiro, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar cortes na reunião de março, dependendo do comportamento da inflação e das expectativas.

Segundo Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por cautela diante do ambiente de incerteza.

“Neste ambiente em que você tem menos confiança, dado o tamanho da incerteza em projeções, a atitude do Copom foi ser mais conservador ao esperar 45 dias para que a gente possa iniciar esse ciclo com maior confiança.”

Leia também: A cada quatro brasileiros, três apoiam o fim da escala 6×1 sem redução salarial; veja pesquisa

Transatlântico, não jet ski

Ao comentar a postura da autoridade monetária, Galípolo comparou o Banco Central a um “transatlântico”, e não a um “jet ski”, para ilustrar a necessidade de movimentos graduais.

“O que significa serenidade? Significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças, ele se move de uma maneira mais comedida e segura.”

Para os próximos anos, afirmou, a diretriz será “estabilidade”. “Nosso mandato é estabilidade monetária e estabilidade financeira. A palavra que vai dar ênfase no nosso mandato é estabilidade.”

Meta de 3% e juros elevados

Galípolo defendeu que a meta de inflação de 3% está alinhada à de países pares, mas reconheceu que o Brasil convive com juros estruturalmente mais altos.

“O que realmente precisa ser melhor debatido com a sociedade é por que o Brasil precisa sustentar taxas de juros, comparativamente aos seus pares, mais elevadas, para, com muito esforço, conseguir fazer uma convergência maior para a meta.”

Mercado de trabalho e produtividade

O presidente do BC afirmou que o mercado de trabalho segue apertado, com níveis de desemprego historicamente baixos, embora existam sinais divergentes.

Ele chamou atenção para reajustes salariais acima da inflação e da produtividade, classificando o baixo crescimento da produtividade como um problema estrutural.

“Como é que conseguimos colaborar para um ambiente mais convidativo para que o investimento privado possa ocorrer e produzir ganhos de produtividade? Não vai acontecer do dia para a noite. Tem de ter persistência.”

Dólar e ambiente externo

Galípolo também comentou o cenário internacional, especialmente a dinâmica do dólar. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar se a tendência recente de desvalorização da moeda americana por aversão ao risco irá continuar.

Por enquanto, afirmou, o risco baixista para a inflação de países emergentes decorrente da política econômica dos Estados Unidos vem se materializando, criando um ambiente menos adverso.

Caso Banco Master e fiscalização

Durante o evento, Galípolo elogiou a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público nas investigações sobre a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.

“Desde o primeiro momento, quando percebemos que o tema extrapolava a supervisão bancária, houve coragem e capacidade técnica”, afirmou.

Ele também agradeceu o apoio de instituições financeiras e da imprensa e defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do BC.

“Você fecha uma porta, ele vai tentar outro caminho. O que precisamos é aprimorar para que não voltem a ocorrer os mesmos erros.”

O presidente do BC destacou as declarações de Haddad feitas no dia anterior, quando o ministro afirmou que o crescimento “exponencial” do Master até 2024 foi interrompido pela atuação da atual gestão da autoridade monetária. “Tem sido um parceiro de sempre, o ministro Fernando Haddad. Então, agradecê-lo”, afirmou Galípolo durante a CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Em relação à Polícia Federal, o banqueiro central ressaltou que a autarquia comunicou previamente à PF indícios de vendas de créditos falsos no valor de R$ 12,2 bilhões do Master ao Banco de Brasília (BRB), que deram origem à operação Compliance Zero. Ele classificou a atuação de Andrei Rodrigues como “diligente, corajosa e técnica” e afirmou que o mercado financeiro tem uma “grande dívida” com a instituição pelo trabalho realizado no caso.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira

;