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Master: Renan Calheiros pede fim de “blindagem” em inquéritos  

Publicado 11/02/2026 • 20:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Após reunião com o ministro Edson Fachin, nesta quarta-feira (11), o presidente da CAE destacou que começar os depoimentos com o dono do Banco Master é fundamental para que os trabalhos sejam produtivos.
  • Durante o encontro, que durou cerca de 50 minutos, Renan Calheiros criticou o uso de sigilos por prazos indefinidos.
  • Senadores da CAE já declararam que criaram o Grupo de Trabalho para garantir que a liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, resulte no aperfeiçoamento da regulação financeira nacional

Reprodução/Times Brasil

Renan Calheiros fala após reunião com Edson Fachin

O Grupo de Trabalho (GT) criado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) defendeu que os depoimentos do Caso Master comecem pelo banqueiro Daniel Vorcaro para que a apuração tenha efetividade.

Após reunião, nesta quarta-feira (11), com o presidente do STF, Edison Fachin, o senador e presidente da CAE, Renan Calheiros, declarou que acredita que os trabalhos da Comissão sejam produtivos se começarem as fases de depoimento ouvindo Daniel Vorcaro. O empresário, que comanda o Banco Master, é peça central no processo que investiga o que o senador classificou como o “maior golpe da história do Brasil” ocorrido no sistema bancário.

Em entrevista a jornalistas na saída do STF, o senador Esperidião Amin (PP-SC), que compõe o Grupo de Trabalho, reforçou a necessidade de derrubar a manutenção de sigilos que possam dificultar a fiscalização pelo Legislativo. Amin destacou que o tribunal concordou com a premissa de que a democracia exige transparência total nos dados públicos. Para ele, o fechamento de informações sensíveis prejudica a sociedade, pontuando que “excesso de sigilo vai querer, vai pretender ser blindagem, e isso tem que ser impedido, ou seja, não pode termos inquéritos todos submetidos a um sigilo por prazo indefinido”.

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Renan Calheiros também garantiu que a CAE não poupará esforços para acessar os documentos necessários, incluindo o conteúdo de celulares apreendidos pela Polícia Federal. Ele assegurou que o colegiado vai cumprir seu papel constitucional ao afirmar que “íamos, na forma da lei complementar 105, requisitar todas as informações das investigações para que a gente possa colaborar na responsabilização dessas pessoas”.

O objetivo final da comissão é garantir que a liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, resulte em punições e no aperfeiçoamento da regulação financeira nacional. A estratégia da CAE visa evitar conflitos de competência com outras instâncias, mantendo o foco na análise técnica e econômica dos fatos narrados. Renan Calheiros reiterou que, embora existam frentes policiais atuando, “o fórum ideal é o da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, porque é permanente” e possui as ferramentas adequadas para o diagnóstico do mercado. A comissão pretende utilizar os dados colhidos para estruturar uma nova fiscalização do sistema financeiro que impeça a repetição de fraudes bilionárias contra investidores e correntistas brasileiros.

Requerimentos do Grupo de Trabalho O GT aprovou, até o momento, requerimentos de prestação de informações sobre o Banco Master a serem feitas pelo Banco Central, Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério da Fazenda, BRB e CVM. As datas das audiências públicas ainda precisam ser confirmadas. Foram encaminhados os seguintes requerimentos:

  • Gabriel Galípolo, o presidente do Banco Central;
  • Ailton Santos, diretor de fiscalização do Banco Central;
  • Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-presidente do Banco Central;
  • João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
  • Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU);
  • Andrei Augusto Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Também foram aprovadas outras três audiências públicas para discutir o caso do conglomerado Master e a atuação das instituições brasileiras; operações financeiras; e as aquisições de participações acionárias e os investimentos do Banco de Brasília (BRB), em especial a operação de compra e investimento envolvendo o Banco Master. Entre os convidados pela Comissão do Senado estão o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o ex-diretor jurídico do BRB, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.

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