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O que foi o programa Apollo da NASA? Entenda a missão que marcou a corrida espacial
Publicado 12/02/2026 • 19:01 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 12/02/2026 • 19:01 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: NASA
O que foi o Apollo da NASA? Conheça o programa que marcou a corrida espacial
O Programa Apollo, conduzido pela NASA a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levou astronautas à órbita e à superfície da Lua com o objetivo de consolidar liderança tecnológica, cumprir metas estratégicas nacionais e ampliar o conhecimento científico sobre o satélite natural da Terra.
A iniciativa da NASA, ganhou dimensão histórica em julho de 1969, quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisou no solo lunar e declarou a frase que atravessaria gerações.
Leia também: NASA: quem são os astronautas da Artemis 2 e por que a missão é histórica?
Ao longo de uma década, o programa realizou 11 missões tripuladas, seis delas com pouso na Lua, transformando a exploração espacial em realidade concreta.

Leia também: Artemis 2: o que é a missão que muda o rumo dos voos tripulados da NASA
Embora tenha nascido em um contexto de disputa geopolítica com a União Soviética, a Apollo não se limitou à competição simbólica, a NASA estabeleceu metas claras.
Entre elas estavam o desenvolvimento de tecnologias aplicáveis a outros interesses nacionais no espaço, a consolidação da supremacia espacial norte-americana, a execução de um amplo programa científico de exploração lunar e a ampliação da capacidade humana de operar fora da Terra.
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O programa impulsionou avanços em engenharia, computação, telecomunicações e materiais, muitos dos quais influenciaram setores civis nas décadas seguintes.

O modelo de voo escolhido em 1962 foi o encontro em órbita lunar. A estratégia previa que parte da nave permanecesse orbitando a Lua enquanto o módulo lunar descia à superfície. Os lançamentos utilizaram dois tipos principais de foguetes. O Saturno IB foi empregado em voos de órbita terrestre.
Já o Saturno V tornou-se o símbolo das missões lunares, responsável por impulsionar astronautas rumo ao espaço profundo. A espaçonave Apollo era composta por três partes principais, o módulo de comando abrigava a tripulação e os sistemas de controle.
O módulo de serviço fornecia propulsão e suporte operacional. O módulo lunar era responsável pelo pouso na Lua e pelo retorno dos astronautas à nave em órbita.
O caminho até o sucesso foi marcado por desafios. Em 27 de janeiro de 1967, um incêndio durante um teste em solo da Apollo 1 matou três astronautas e levou à revisão profunda de procedimentos e sistemas de segurança.
Após uma sequência de missões não tripuladas e testes progressivos, a NASA iniciou os voos tripulados com a Apollo 7, em 1968. A Apollo 8 foi a primeira a orbitar a Lua com astronautas a bordo.
Em maio de 1969, a Apollo 10 realizou todos os ensaios de uma descida lunar, sem pousar. Dois meses depois, a Apollo 11 entrou para a história com Armstrong e Buzz Aldrin caminhando na superfície lunar, enquanto Michael Collins permanecia em órbita.

Entre 1969 e 1972, outras cinco missões pousaram na Lua. A Apollo 12 confirmou a viabilidade operacional do pouso. A Apollo 13 enfrentou uma explosão a bordo e retornou à Terra sem descer ao solo lunar.
As missões Apollo 14, 15, 16 e 17 ampliaram o escopo científico. A partir da Apollo 15, astronautas passaram a utilizar o veículo de exploração lunar, o que permitiu percorrer distâncias maiores e coletar mais amostras.
A Apollo 17, em dezembro de 1972, marcou o último pouso humano na Lua até hoje. Eugene Cernan tornou-se o último astronauta a caminhar na superfície lunar, encerrando um ciclo que redefiniu a exploração espacial.
Em 27 de janeiro de 1967, uma tragédia ocorreu na plataforma de lançamento em Cabo Kennedy durante um teste pré-voo da missão Apollo 204.
A missão não tripulada Apollo 4 foi o primeiro teste completo (all-up) do foguete Saturn V de três estágios.
O principal objetivo da missão não tripulada Apollo 5 foi realizar o primeiro voo de teste do Módulo Lunar.
A missão não tripulada Apollo 6 foi a qualificação final do veículo lançador Saturn V e da espaçonave Apollo para as futuras missões tripuladas.
A primeira missão tripulada do programa Apollo foi lançada em 11 de outubro de 1968, realizando um voo de 10 dias em órbita da Terra.
Frank Borman, James Lovell e William Anders realizaram a primeira missão tripulada nas proximidades da Lua em dezembro de 1968.
James McDivitt, Russell Schweickart e David Scott realizaram o primeiro voo completo da espaçonave Apollo em março de 1969.
Os astronautas Thomas Stafford, John Young e Eugene Cernan testaram todos os componentes necessários para uma missão de pouso lunar — exceto o pouso propriamente dito — em maio de 1969.
Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins fizeram história quando Armstrong e Aldrin se tornaram os primeiros seres humanos a caminhar na Lua, em julho de 1969.
O segundo pouso lunar do programa Apollo foi realizado por Charles “Pete” Conrad, Richard Gordon e Alan Bean, em novembro de 1969.
Uma explosão a bordo obrigou a Apollo 13 a contornar a Lua sem pousar. Graças ao esforço conjunto da tripulação e da equipe em solo, os astronautas retornaram em segurança à Terra.
Em janeiro de 1971, astronautas caminharam na Lua pela terceira vez. Alan Shepard e Edgar Mitchell exploraram a região de Fra Mauro.
David Scott, Alfred Worden e James Irwin viajaram à Lua para o quarto pouso lunar do programa Apollo, em julho de 1971. Foi a primeira vez que o veículo lunar (Lunar Roving Vehicle) foi utilizado na superfície da Lua.
Em abril de 1972, John Young, Charles Duke e Ken Mattingly realizaram a penúltima missão de pouso lunar do programa Apollo, visitando a região montanhosa de Descartes.
A última missão Apollo à Lua ocorreu em dezembro de 1972. Eugene Cernan e Harrison Schmitt coletaram uma quantidade recorde de amostras lunares durante três caminhadas na superfície lunar.
O programa consolidou a capacidade humana de operar em outro corpo celeste e produziu vasto material científico. Amostras lunares, dados geológicos e experiências biológicas ajudaram a compreender melhor a formação da Lua e do próprio sistema solar.
Mais de cinco décadas após o fim do Apollo, a NASA tenta retomar voos tripulados ao redor da Lua por meio do programa Artemis. Segundo publicado anteriormente, em fevereiro de 2026, a agência adiou a missão Artemis 2 após identificar um vazamento de hidrogênio líquido durante um teste de abastecimento na plataforma de lançamento.
O problema interrompeu o ensaio e levou à redefinição da janela de lançamento, agora prevista para março ou abril. A missão deve levar quatro astronautas em uma viagem de aproximadamente dez dias ao redor da Lua, sem pouso.
A Artemis 2 será responsável por testar sistemas de suporte à vida, navegação, exposição à radiação e integridade estrutural da cápsula Orion, lançada pelo foguete Space Launch System, considerado o mais potente em operação atualmente.
O adiamento reforça os desafios técnicos enfrentados pela nova geração de missões lunares. A agência afirma que a segurança da tripulação permanece como prioridade absoluta. Se for bem-sucedida, a Artemis 2 abrirá caminho para a Artemis 3, que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar, retomando um feito interrompido desde 1972.
Leia também: Foguete SLS da Nasa leva astronautas de volta à Lua após 54 anos
O Programa Apollo permanece como referência histórica na exploração espacial, ao mesmo tempo, o Artemis representa a tentativa de estabelecer presença humana contínua na Lua.
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