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EXCLUSIVO: Siemens eleva projeções de lucro e aposta em IA industrial para sustentar crescimento em 2026
Publicado 12/02/2026 • 21:17 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 12/02/2026 • 21:17 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A Siemens consolidou sua entrada em uma nova fase de expansão após registrar um primeiro trimestre robusto, superando as expectativas do mercado global.
Em entrevista exclusiva concedida à CNBC, o CEO da companhia, Roland Busch, destacou que a resiliência do setor industrial europeu, aliada ao avanço da digitalização e infraestrutura, permitiu elevar a projeção de lucro por ação para o ano. Segundo o executivo, a empresa colhe os frutos de uma estratégia focada em tecnologia, com a entrada de pedidos subindo 10% e a receita avançando 8% no período.
A lucratividade industrial da gigante alemã foi um dos grandes destaques, com a margem subindo para 15,6%. Busch explicou à CNBC que esse fôlego financeiro é resultado de um crescimento disseminado por todas as regiões e categorias.
“Um crescimento muito forte, especialmente dos data centers nos Estados Unidos”, afirmou o CEO, ressaltando ainda o desempenho de novos produtos desenvolvidos na China e a expansão da divisão de software industrial. Para a liderança da empresa, o lucro acelerado é o que permite à Siemens liderar a corrida tecnológica sem sucumbir ao cenário competitivo.
Um dos pilares da estratégia para 2026 é a aplicação da inteligência artificial (IA) diretamente na manufatura e no chão de fábrica. Ao ser questionado pela CNBC sobre um possível exagero nos investimentos do setor, Busch diferenciou o treinamento de modelos na nuvem da aplicação prática na indústria.
“As oportunidades vindas da inteligência artificial industrial são realmente muito fortes”, pontuou o executivo, enfatizando que a demanda por dispositivos de borda e processamento em nuvem deve ganhar velocidade conforme a tecnologia migra para a produção física.
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A visão da companhia é de que o impacto da IA no projeto de produtos e na observação de operações virá mais rápido do que o previsto pelo mercado. O CEO revelou o plano ambicioso de estabelecer um padrão global para o setor: “Esta é a nossa ideia de criar o sistema operacional de inteligência artificial industrial”, declarou Busch.
Ele acredita que, à medida que os modelos treinados começam a inferir e realizar trabalhos reais nas fábricas, uma nova onda de demanda será gerada, sustentando a base de crescimentos da empresa.
Apesar dos ventos contrários provenientes de variações cambiais, a Siemens mantém o otimismo para o restante do ano fiscal. Roland Busch esclareceu que o planejamento orçamentário já contemplava as oscilações do dólar e que a orientação ao mercado permanece sólida. “Eu diria que, para o ano inteiro, nós podemos ter o mesmo nível de impacto que vocês viram no primeiro trimestre”, avaliou o CEO, reafirmando que a empresa está preparada para navegar pelas incertezas macroeconômicas.
Com a automação crescendo por três trimestres consecutivos, a Siemens se posiciona como um player central na soberania digital de seus clientes. A busca por menor latência e maior resiliência tem levado à construção de data centers em todo o mundo, não apenas na América do Norte, o que beneficia diretamente o portfólio da companhia.
A estratégia da gigante alemã para 2026 foca em transformar o “burburinho” da inteligência artificial em lucratividade real e eficiência operacional para a indústria global.
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