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Conheça o ex-camelô que morou na rua, virou dono de supermercados e fatura meio bilhão de reais
Publicado 18/01/2025 • 20:05 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/01/2025 • 20:05 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Albecir da Silva com o mascote do seu supermercado: "Não podemos parar de crescer"
Foto: Supermercado Moranguinho/Divulgação
José Albecir da Silva jamais esqueceu as palavras da mãe. “O mundo ensina”, ela disse, voz firme, quando o menino magrelo e de pele clara decidiu sair de casa, aos 12 anos, para tentar a vida sozinho. A frase soou-lhe mais como aviso do que qualquer outra coisa.
À época, ele morava com os pais – um agricultor e uma dona de casa – e cinco irmãos, num casebre de taipa, em Pitombeira, no interior do Ceará. O mundo ensinou. E tudo indica que Albecir aprendeu.
No mês passado, sua rede de supermercados apareceu no Ranking 2024 das 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro, elaborado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e que tem como patrocinadora master a Cielo.
Com faturamento de R$ 460 milhões em 2023 (alta de 13% sobre 2022), o Supermercado Moranguinho ficou em último lugar na lista, que tem como líder o Grupo Carrefour, que faturou R$ 115,4 bilhões (+7%).
Até tornar-se empresário de sucesso, presidente de uma rede que inclui 15 supermercados, espalhados em seis cidades do Ceará, e um centro de distribuição, Albecir, hoje aos 55 anos, apanhou muito da vida. Ou do mundo, como diria sua mãe, dona Aldacir.
Na infância, a lida era dura demais para todos na família. Às 5h da matina, o pai, seu Raimundo, já estava na roça e a mãe, se virando para cuidar dos seis filhos. A comida era sempre contada e, depois de completar 7 anos, nenhuma criança ganhava mais nada do pai. Nada. “Nem uma cueca”, disse Albecir. Quem tivesse tamanho e força suficientes para pegar na enxada – o que costumava acontecer por volta dos 6 anos –, ia ajudar o pai na lavoura.
Naquele cenário, o garoto não conseguia enxergar possibilidades de melhorar de vida. Por isso, decidiu ir embora de casa. Mesmo com apenas 12 anos e sem saber ler nem escrever – ele nunca concluiu o Ensino Fundamental –, sentia-se preparado para enfrentar o mundo. E lá foi Albecir, perder o pouco que lhe restava da infância para viver uma vida de adulto. Imaginava que seria difícil. Mas não esperava que fosse tanto.
O mundo ensinou da forma mais árida que poderia. Do dia em que saiu de casa até seus 16 anos, Albecir passou pelas mais árduas situações e fez de tudo o que podia para ter ao menos o que comer.
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