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Inflação nos EUA sobe em janeiro mas taxa anual do CPI desacelera para 2,4%
Publicado 13/02/2026 • 12:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 13/02/2026 • 12:50 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Canva
Inflação nos EUA sobe em janeiro mas taxa anual do CPI desacelera para 2,4%
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho daquele país.
Em 12 meses, a inflação pelo índice CPI avançou 2,4%, abaixo da expectativa de 2,5% do mercado.
Em dezembro, a inflação anual medida pelo CPI havia ficado em 2,7%. A leitura mais recente indica desaceleração no ritmo de alta dos preços.
Leia também: Saiba como o Banco Central Europeu planeja vencer a inflação apesar das tarifas de Trump
O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% em janeiro, em linha com as estimativas. Na comparação anual, o núcleo registrou alta de 2,5%.
Em dezembro, o núcleo havia subido 0,2% no mês e acumulado 2,6% em 12 meses.
Segundo Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue, a moderação no índice cheio foi influenciada por custos de moradia crescendo em ritmo menor e pela queda nos combustíveis.
“O dado mostra que a inflação vem sendo controlada, especialmente pelo comportamento de moradia e energia. Isso ajudou o CPI a ficar abaixo do que o mercado projetava”, afirma.
Ele pondera, no entanto, que o cenário ainda exige cautela. “Apesar do alívio pontual, não dá para descartar pressões ao longo do ano. Há incertezas fiscais e fatores que podem reacelerar o CPI dependendo do ambiente econômico.”
A reação dos mercados foi contida após a divulgação do CPI. Os principais índices de ações operavam próximos da estabilidade na manhã desta sexta-feira.
O dólar avançava cerca de 0,16% frente ao real, na faixa de R$ 5,22.
Para Yamashita, o comportamento do mercado reflete a leitura de que o dado não altera de forma significativa o cenário de política monetária no curto prazo. “O CPI traz algum alívio, mas não muda estruturalmente a trajetória esperada para juros neste momento”, conclui.
A próxima reunião de política monetária do (comitê de mercado aberto) FOMC acontecerá em 18 de março, daqui 33 dias, e o dado de inflação aparentemente não animou o mercado em relação a cortes na taxa atual, entre 3,50% a 3,75%.
Segundo o FedWatch, da CME Group, 90% dos agentes do mercado esperam pela manutenção dos juros nos atuais patamares.
Apesar disso, o índice de inflação utilizado como referência pelo Federal Reserve é o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), conhecido por capturar a inflação (ou deflação) em uma ampla gama de despesas do consumidor e por refletir mudanças no comportamento do consumidor. A próxima divulgação ocorrerá em 20 de fevereiro.
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