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Sony aposta em tecnologia para rastrear músicas usadas por IA e abrir caminho para pagamento de royalties
Publicado 16/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Behrouz Mehri/AFP
Um pedestre passa pelo logotipo da gigante japonesa de tecnologia Sony na entrada do prédio da sede da empresa em Tóquio
A Sony Group desenvolveu uma tecnologia capaz de identificar quais músicas foram usadas no treinamento de sistemas de inteligência artificial, um avanço que pode transformar a relação entre criadores e empresas de IA.
A ferramenta analisa músicas geradas por inteligência artificial e estima quais obras originais contribuíram para o resultado final. Com isso, abre a possibilidade de compositores, artistas e gravadoras reivindicarem compensação financeira pelo uso de seus conteúdos.
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O sistema consegue calcular o peso de cada referência musical dentro de uma composição gerada por IA. Em termos práticos, pode apontar, por exemplo, que uma faixa foi influenciada em 30% por músicas dos Beatles e 10% por obras do Queen.
Quando há cooperação das empresas de tecnologia, a Sony pode conectar a ferramenta diretamente ao modelo de IA para obter dados mais precisos. Caso contrário, o sistema faz estimativas comparando a música gerada com obras já existentes.
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O avanço da inteligência artificial trouxe uma série de disputas envolvendo uso não autorizado de conteúdos protegidos por direitos autorais, incluindo músicas, vídeos e textos.
Na indústria musical, casos de canções geradas por IA que imitam vozes de artistas famosos têm se multiplicado, levantando questionamentos sobre propriedade intelectual e monetização.
A proposta da Sony é criar um modelo semelhante ao que já existe no streaming, cinema e televisão, em que o uso de uma obra gera royalties distribuídos aos detentores de direitos.
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Se a tecnologia for adotada, será possível identificar quando músicas protegidas foram utilizadas no treinamento de modelos de IA e na geração de novos conteúdos.
Isso permitiria que compositores, gravadoras e intérpretes recebessem parte da receita gerada por essas criações, criando uma nova fonte de monetização no mercado digital.
A Sony, que controla grandes catálogos musicais e parte dos direitos de artistas como Michael Jackson, vê a tecnologia como uma forma de proteger ativos e ampliar receitas.
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A iniciativa também inclui outras aplicações. A divisão de pesquisa da empresa desenvolveu métodos para evitar que a IA copie estilos específicos, como animações ou personagens, incluindo referências a estúdios como o Studio Ghibli.
Além da música, a tecnologia pode ser aplicada em vídeos, jogos e personagens digitais, ampliando o controle sobre o uso de conteúdos criativos.
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Apesar do potencial, ainda não está claro se as empresas de inteligência artificial irão adotar a tecnologia de forma ampla.
Especialistas do setor apontam que muitas dessas companhias priorizam a evolução dos modelos e a performance das ferramentas, o que pode reduzir o incentivo para implementar mecanismos de rastreamento e pagamento de direitos.
Mesmo assim, a iniciativa sinaliza uma mudança importante. A disputa entre inovação e propriedade intelectual tende a se tornar um dos principais temas da economia digital nos próximos anos.
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