Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil estreia ano com emissão de R$ 22,5 bi no exterior; empresas aceleram captações em dólar
Publicado 15/02/2026 • 21:40 | Atualizado há 6 meses
S&P 500 fecha em alta, enquanto Dow Jones registra terceira sessão consecutiva de ganhos com recuo dos rendimentos dos Treasuries
SpaceX planeja construir um porto espacial de US$ 100 bilhões na Louisiana
Apple anuncia novos modelos de Mac Mini e Mac Studio com melhorias em IA
CEO da World Liberty Financial, Zach Witkoff, afirma que sucesso de stablecoin silencia acusações de favorecimento a Trump
Canadá anuncia tarifas retaliatórias sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos dos EUA
Publicado 15/02/2026 • 21:40 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Yuriko Nakao / Reuters
O Tesouro Nacional realizou a primeira emissão soberana de 2026 no mercado internacional e captou US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 22,5 bilhões), por meio do lançamento do novo título de dez anos, o Global 2036, e da reabertura do Global 2056, com prazo de 30 anos. A operação, realizada nos Estados Unidos, reforça a estratégia de gestão da dívida externa e de fortalecimento das reservas internacionais brasileiras.
Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036 foi emitido no montante de US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 17,5 bilhões), configurando volume recorde para títulos brasileiros de dez anos no mercado externo. A taxa de juros foi fixada em 6,4% ao ano, com cupom de 6,25% ao ano, pago semestralmente em maio e novembro.
O papel foi precificado com spread de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima dos Treasuries americanos de mesmo prazo. Tanto o juro quanto o spread são indicadores de percepção de risco. Quanto menor o spread, menor o prêmio exigido pelo mercado para financiar o Brasil.
Na comparação com a emissão anterior de dez anos, realizada em novembro, os juros ficaram levemente acima dos 6,2% ao ano obtidos na ocasião, e o spread superou os 210,9 pontos-base registrados anteriormente.
Leia também:
Brasil anuncia mandato para emissão de títulos em dólares no mercado internacional
No título de 30 anos, o Brasil captou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, com cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base sobre os títulos equivalentes do Tesouro dos EUA.
Segundo o Tesouro, trata-se do menor spread para um título brasileiro de 30 anos desde julho de 2014. Em relação à emissão anterior do mesmo papel, realizada em setembro do ano passado, houve melhora nas condições: naquela ocasião, os juros foram de 7,5% ao ano, com spread de 252,7 pontos-base.
A operação registrou demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens alcançando cerca de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 60 bilhões). Para o Global 2036, o montante captado foi o maior da história para títulos internacionais brasileiros de dez anos.
Leia também:
Oferta da Azul: empresa busca R$ 7,4 bilhões com emissão de novos papéis
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEm nota, o Tesouro afirmou que os resultados refletem “a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira”, destacando o elevado volume e os spreads considerados competitivos.
A emissão foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo, e os recursos serão incorporados às reservas internacionais em 19 de fevereiro.
O movimento do governo ocorre em um contexto de forte presença de empresas brasileiras no mercado internacional de dívida. Nos últimos meses, para se ter uma ideia, destas, quatro grandes companhias levantaram juntas US$ 3,375 bilhões (cerca de R$ 16,9 bilhões) em emissões externas.
A Sabesp captou US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões) com a emissão de Blue Senior Notes no mercado internacional em 2025.
Leia também:
MBRF bate recorde no mercado e levanta bilhões em emissão de dívida
O BTG Pactual captou US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,75 bilhões) com a emissão de bonds de cinco anos no mercado internacional.
Já o Bradesco levantou outros US$ 750 milhões (cerca de R$ 3,75 bilhões) também por meio de bonds com prazo de cinco anos, reforçando sua estratégia de diversificação de funding em moeda estrangeira.
O conjunto dessas operações evidencia que, além do governo federal, grandes empresas brasileiras seguem encontrando liquidez no exterior, aproveitando janelas de mercado e o apetite de investidores internacionais por ativos do país – o que, em boa parte, explica os recentes recordes da Ibovespa B3, por exemplo.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Anel de R$ 6 milhões dado à atriz Marina Ruy Barbosa integra disputa judicial de família dona da Marabraz
2
Novo iPhone 18 Pro: veja o que muda no celular da Apple
3
Quem são os credores da Casas Bahia?
4
CVM julga nesta terça-feira se a Centaurus deve realizar oferta pública por ações da Oncoclínicas
5
iPhone 18 Pro lança mês que vem? Veja a data mais provável