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“O Agente Secreto” aposta no mercado bilionário de merchandising e mira nova rota no cinema brasileiro
Publicado 17/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 17/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Divulgação
A entrada de “O Agente Secreto” no circuito internacional não se limita às telas. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho acaba de dar um passo estratégico que vai além da bilheteria. A distribuidora Neon lançou nos Estados Unidos uma linha oficial de produtos licenciados, posicionando a produção brasileira dentro de um dos negócios mais lucrativos da indústria do entretenimento: o merchandising.
A coleção reúne peças gráficas, vestuário e itens físicos inspirados no universo do filme, incluindo dois produtos com forte apelo de colecionador. Entre eles, um brinquedo em formato de tubarão, vendido por US$ 8, e um telefone inspirado no orelhão presente no cartaz do longa, com preço de US$ 65.
A venda ocorre exclusivamente no mercado americano, reforçando o posicionamento internacional do título.


Enquanto o cinema brasileiro ainda explora pouco o licenciamento de produtos, Hollywood há décadas transformou filmes em plataformas de consumo.
Hoje, o merchandising frequentemente supera a receita de bilheteria. Para se ter uma ideia:
• Frozen arrecadou cerca de US$ 1,27 bilhão nos cinemas, mas gerou mais de US$ 100 bilhões em produtos licenciados
• Star Wars faturou cerca de US$ 2 bilhões com um filme, mas entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões com merchandising
• Carros ultrapassou US$ 10 bilhões em produtos, muito acima da bilheteria
• Marvel chegou a US$ 41 bilhões em licenciamento em um único ano
• Harry Potter soma cerca de US$ 15 bilhões em produtos
Ou seja, no modelo americano, o filme é apenas a ponta do funil. O verdadeiro lucro vem da extensão da marca.
Leia também: O Agente Secreto vence prêmio nos EUA e chega forte ao Oscar 2026
O movimento da Neon acontece em um contexto de forte expansão global.
Segundo a License Global, as vendas de produtos licenciados ultrapassaram US$ 307,9 bilhões em 2024, com crescimento de cerca de 10% em relação ao ano anterior.
A The Walt Disney Company lidera o setor, com aproximadamente US$ 63 bilhões em vendas, seguida por grupos como Authentic Brands, NBCUniversal, Hasbro e Warner Bros. Discovery.
Já dados da Technavio apontam que o mercado global de merchandising de TV e cinema deve crescer US$ 103,5 bilhões entre 2024 e 2028, com taxa anual de 9,45%.
Esse crescimento é impulsionado por três fatores principais:
A lógica é clara. O consumidor não quer apenas assistir. Ele quer pertencer.
Leia também: ‘O Agente Secreto’ mostra que indústria cinematográfica brasileira mudou de patamar
Se antes os produtos licenciados eram focados em crianças, hoje o público adulto virou protagonista.
Relatórios indicam que:
É o consumo como expressão. Vestir uma camiseta, ter um colecionável ou decorar a casa com um filme virou parte da construção de identidade.
É o mesmo fenômeno que fez os “Minions” virarem onipresentes ou transformou personagens em símbolos culturais.
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Nesse contexto, a estratégia da Neon não é apenas promocional. É comercial.
Ao lançar produtos vinculados ao filme, a distribuidora amplia o ciclo de receita, aumenta o engajamento do público e posiciona o filme como marca, não só conteúdo.
O principal desafio brasileiro atualmente é sair da bilheteria e entrar no branding. No Brasil, o licenciamento ainda é pouco explorado no audiovisual.
A indústria costuma focar em financiamento, produção e distribuição. Mas raramente trata o conteúdo como propriedade intelectual de longo prazo.
O modelo americano mostra outro caminho. Filmes deixam de ser apenas obras e passam a ser marcas com potencial de produtos físicos, experiências, ativações digitais e licenciamento global.
“O Agente Secreto” pode representar um ponto de virada.
Se a estratégia funcionar, abre espaço para que produções brasileiras entrem em um mercado que movimenta centenas de bilhões de dólares.
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