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EXCLUSIVO: Para Brad Smith, da Microsoft, setor de tecnologia dos EUA deve ter “um pouco de preocupação” com subsídios da China

Publicado 18/02/2026 • 16:41 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que as empresas americanas terão de competir com os subsídios fornecidos por Pequim às companhias chinesas.
  • “Acho que sempre temos que pensar, talvez até nos preocupar um pouco, com os subsídios chineses”, declarou Smith.
  • Cresce a visão de que os modelos de IA de baixo custo da China podem ser atraentes em nações em desenvolvimento.
Brad Smith, da Microsoft

Presidente da Microsoft, Brad Smith

As empresas de tecnologia americanas devem “se preocupar um pouco” com os subsídios que seus concorrentes chineses recebem de seu governo na corrida da IA, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, à CNBC.

Enquanto a competição entre empresas dos EUA e da China se intensifica para desenvolver os modelos mais avançados, Smith disse que os EUA têm “uma vantagem em termos de acesso aos chips mais potentes do mundo” e “outras inovações tecnológicas”.

No entanto, falando em uma entrevista à margem do AI Impact Summit em Nova Délhi, Índia, ele também disse: “Acho que sempre temos que pensar, talvez até nos preocupar um pouco, com os subsídios chineses”.

As empresas chinesas de IA têm sido apoiadas por seu governo com medidas como um fundo nacional de investimento multibilionário e vouchers de energia mais barata para suas necessidades de computação. O alerta de Smith ocorre após firmas chinesas lançarem uma série de modelos nas últimas duas semanas, e seus modelos de IA de baixo custo poderem ser atraentes em nações em desenvolvimento.

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Smith disse que os subsídios de Pequim para empresas chinesas foram “a abordagem fundamental que a China adotou com sucesso para desorganizar o mercado de telecomunicações”, quando o dinheiro e o apoio estatal ajudaram empresas como a Huawei e a ZTE a se expandirem.

“Algumas empresas americanas desapareceram. Empresas europeias como a Ericsson e a Nokia foram jogadas na defensiva”, acrescentou Smith.

Smith afirmou que os centros de dados de empresas chinesas como Huawei e Alibaba existem em todo o mundo e “não será difícil para a China subsidiá-los”.

“Acho que para o resto de nós, temos que competir com isso, e temos que ser bons em competir com isso, com o apoio de nossos governos”, disse Smith.

A CNBC procurou a Alibaba e a Huawei para comentar se aceitaram subsídios estatais chineses, mas não recebeu resposta até o fechamento deste artigo.

A divisão de computação em nuvem da Alibaba, através da qual vende seus serviços de IA, opera globalmente. Mas, fora da China, nem sempre constrói centros de dados, optando por parcerias com outros players de infraestrutura.

Como a China apoia suas empresas de tecnologia

Pequim lançou um fundo nacional de IA de 60,06 bilhões de yuans (US$ 8,42 bilhões – R$ 44,1 bilhões) no ano passado para investir em projetos em estágio inicial.

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Cidades em todo o país, de Xangai ao polo tecnológico de Shenzhen, ofereceram “vouchers” para reduzir o custo para empresas que buscam alugar poder computacional.

A energia barata tem sido outra vantagem para as empresas chinesas que tentam construir a infraestrutura faminta por energia necessária para treinar e rodar modelos de IA.

A Microsoft disse nesta quarta-feira que está a caminho de investir US$ 50 bilhões (R$ 262 bilhões) até o final da década para ajudar a levar a IA para países em desenvolvimento no “Sul Global”, o que inclui investimentos em infraestrutura e requalificação.

Rory Green, economista-chefe para a China da TS Lombard, disse à CNBC esta semana que uma “esfera tecnológica chinesa” poderia facilmente se formar em países em desenvolvimento.

“Para essas economias, acho que a escolha é bastante simples, e você poderia ver facilmente um mundo onde talvez a maior parte da população mundial esteja rodando em uma infraestrutura tecnológica chinesa em cinco a 10 anos”, disse Green.

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