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Tarcísio chama desfile em homenagem a Lula de “horroroso” e comemora rebaixamento da escola
Publicado 19/02/2026 • 16:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/02/2026 • 16:42 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Pablo Porciuncula/AFP
Um carro alegórico representando o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da escola de samba Acadêmicos de Niterói, é visto durante a noite de abertura do Carnaval do Rio no Sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, Brasil, em 15 de fevereiro de 2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta quinta-feira (19) o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro, que levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em agenda em Itapecerica da Serra (SP), Tarcísio classificou a apresentação como “horroroso” e disse ter se sentido ofendido.
“É de péssimo nível, péssimo gosto. É uma infelicidade da escola de samba, que apostou no divisionismo, resolveu atacar a família, resolveu atacar os evangélicos”, afirmou o governador. “Eu me senti agredido, várias pessoas de bem se sentiram agredidas, famílias se sentiram agredidas.”
A declaração ocorreu durante a entrega de uma adutora de abastecimento de água e visita a um mutirão de atendimento da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp).
A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração com 264,6 pontos, permaneceu na lanterna do primeiro ao último quesito e foi rebaixada à Série Ouro em 2027. Ao comentar o resultado, Tarcísio afirmou: “Não podia ter outra repercussão. Já vai tarde. Rebaixamento bem-vindo. Estou muito feliz pelo rebaixamento dela”.
A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso também criticaram o desfile realizado no último domingo (15). As duas bancadas afirmam que o conteúdo desrespeitou a fé cristã e informaram que vão acionar o Judiciário e órgãos de controle.
Uma das alas da escola retratou famílias conservadoras dentro de uma lata de conserva.
Em nota divulgada na quarta-feira (18), a Frente Parlamentar Católica afirmou ter recebido a apresentação com “indignação” e destacou que a liberdade religiosa deve ser respeitada, assim como a artística.
“Quando manifestações culturais alcançam ampla repercussão pública, especialmente quando há envolvimento de recursos públicos, cresce igualmente a responsabilidade sobre a forma como crenças, princípios e valores são retratados”, diz o texto assinado pelo presidente da frente, Luiz Gastão (PSD-CE).
A bancada defendeu a apuração dos fatos e eventual responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades. “Há indícios de que o desfile tenha ultrapassado os limites estabelecidos pela legislação ao tratar de convicções religiosas. Diante disso, a Frente Parlamentar Católica cobra e exigirá providências e a atuação dos órgãos competentes para a devida apuração dos fatos e eventual responsabilização, caso confirmadas irregularidades”, afirma o comunicado.
Já a Frente Parlamentar Evangélica repudiou o que classificou como “conduta desrespeitosa e afrontosa”. O grupo considerou “inadmissível” que manifestações culturais promovam “escárnio contra a fé cristã” e criticou o suposto financiamento público do desfile.
“É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade”, diz a nota. “Não aceitaremos que a fé da maioria dos brasileiros seja tratada como objeto de sátira em troca de palanque político”.
A frente informou que acionará a Procuradoria-Geral da República e o Judiciário pedindo a punição dos responsáveis pelo desfile.
A homenagem a Lula também reacendeu a ofensiva da oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora a Corte já tenha negado pedidos urgentes para impedir o desfile antes de ele ocorrer, a decisão foi provisória, e o mérito da ação ainda pode ser julgado em definitivo.
Decisões liminares não encerram o caso. O processo segue com prazos para defesa, produção de provas e manifestação das partes. Ao final, os ministros podem manter o entendimento inicial ou revertê-lo.
Parlamentares de oposição indicaram que devem apresentar novas ações ao TSE e sinalizaram que pretendem recorrer novamente à Justiça Eleitoral, sob o argumento de possível propaganda antecipada.
Se as novas ações envolverem os mesmos fatos e partes, pode ser aplicada a chamada regra da “prevenção”, mecanismo jurídico que concentra processos semelhantes sob a relatoria do mesmo ministro. Nesse cenário, a tendência é que a relatoria permaneça com a ministra Estela Aranha.
Caso o TSE entenda, ao final do julgamento, que houve irregularidade eleitoral, a penalidade mais comum é multa. Sanções mais severas, como inelegibilidade, são previstas em lei, mas costumam ser aplicadas em situações mais amplas ou com agravantes adicionais.
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