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Ibovespa B3 sobe mais de 1% e encosta nos 190 mil pontos com fluxo estrangeiro e blue chips
Publicado 19/02/2026 • 18:06 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 19/02/2026 • 18:06 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
O Ibovespa B3 fechou a sessão desta quinta-feira (19) em alta firme, avançando 1,35%, aos 188.536 pontos, um ganho de 2.518,11 pontos no dia.
O movimento colocou o índice novamente próximo do patamar histórico alcançado recentemente, sustentado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo desempenho positivo das ações de maior peso da bolsa.
Mesmo em um ambiente externo mais cauteloso, marcado por aversão ao risco nas bolsas internacionais, o mercado brasileiro conseguiu se descolar do exterior e manteve trajetória positiva ao longo do pregão.
Entre os papéis de maior peso, Petrobras (PETR4) subiu 1,67%%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Vale (VALE3) avançou 0,20%, enquanto os bancos também contribuíram para o desempenho do índice, com Itaú (ITUB4) em alta de 1,17% e Bradesco (BBDC4) ganhando 2,01%.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, o avanço do índice ocorreu mesmo diante do cenário internacional adverso.
“O Ibovespa sobe hoje na contramão dos mercados norte-americanos, ignorando o movimento de aversão ao risco no exterior, beneficiado principalmente pelo forte fluxo estrangeiro direcionado às blue chips brasileiras”, afirma.
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De acordo com o especialista, investidores internacionais voltaram a priorizar empresas de grande liquidez e forte governança, especialmente bancos e companhias ligadas a commodities. Petrobras foi um dos destaques positivos ao acompanhar a alta do petróleo, enquanto o setor financeiro também avançou impulsionado pela entrada de recursos externos.
Perri ressalta que o mercado americano segue pressionado pela reprecificação das expectativas de juros após sinais mais hawkish do Federal Reserve e pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, fatores que aumentaram a aversão global ao risco — movimento que, ainda assim, não impediu o avanço da bolsa brasileira.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Axia | AXIA6 | 6,94 | R$ 66,54 |
| Hapvida | HAPV3 | 6,62 | R$ 10,79 |
| Axia | AXIA7 | 5,10 | R$ 59,19 |
| Axia | AXIA3 | 4,44 | R$ 61,18 |
| Rede D’Or | RDOR3 | 4,23 | R$ 44,64 |
| Brava Energia | BRAV3 | 3,31 | R$ 18,74 |
| Vivara | VIVA3 | 3,09 | R$ 31,34 |
| Magalu | MGLU3 | 2,92 | R$ 10,58 |
| Eneva | ENEV3 | 2,87 | R$ 21,90 |
| IRB | IRBR3 | 2,82 | R$ 59,14 |
O destaque absoluto de alta foi a Axia (AXIA6), que liderou os ganhos do Ibovespa após a divulgação de resultados operacionais que superaram as metas do trimestre. As três ações da Axia (AXIA7, AXIA3 e AXIA6) somaram 6,05% da carteira do Ibovespa, impulsionando o índice.
A Hapvida também registrou um salto significativo, impulsionada por perspectivas de redução na sinistralidade, enquanto a Rede D’Or fechou o pódio das três principais altas beneficiada pelo fluxo de investidores estrangeiros buscando exposição ao setor de saúde brasileiro.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | -9,82 | R$ 3,03 |
| Raízen | RAIZ4 | -7,46 | R$ 0,62 |
| Weg | WEGE3 | -3,78 | R$ 51,37 |
| Assaí | ASAI3 | -1,87 | R$ 9,46 |
| Usiminas | USIM5 | -1,58 | R$ 6,22 |
| CSN | CSNA3 | -0,70 | R$ 8,53 |
| Gerdau | GGBR4 | -0,46 | R$ 21,52 |
| Bradespar | BRAP4 | -0,34 | R$ 23,29 |
| Klabin | KLBN11 | -0,20 | R$ 20,17 |
| Suzano | SUZB3 | -0,12 | R$ 57,13 |
A maior queda do pregão foi protagonizada pelo Pão de Açúcar, que sofreu uma desvalorização acentuada devido a temores sobre a alavancagem financeira da companhia. A Raízen devolveu parte dos ganhos recentes após investidores realizarem lucros, enquanto a Weg encerrou entre as principais baixas refletindo a desaceleração da demanda externa por motores e equipamentos industriais.
O mercado também repercutiu a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, que mostrou retração mensal menor que o esperado. Apesar do resultado indicar desaceleração, especialmente no setor de serviços, a leitura não foi suficiente para alterar o otimismo dos investidores com o fluxo externo.
Na avaliação de Perri:
“A curva de juros segue sendo reprecificada diante do cenário internacional, enquanto no Brasil o real mais forte e o fluxo estrangeiro ajudam a sustentar os ativos locais.”
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,25%, cotado a R$ 5,227, interrompendo três pregões consecutivos de alta. A moeda oscilou entre R$ 5,215 e R$ 5,253 ao longo do dia.
Apesar do fortalecimento global do dólar, impulsionado pela aversão ao risco e pela ata do Federal Reserve — que reforçou preocupações com a inflação americana — o real conseguiu se valorizar graças ao forte fluxo estrangeiro para a bolsa e a renda fixa brasileira.
O movimento evidenciou um descolamento do câmbio doméstico em relação ao cenário externo, com a entrada de capital internacional funcionando como principal fator de sustentação da moeda brasileira no pregão.
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