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Ações do GPA têm leve recuperação após tombo da véspera, mas acumulam queda de 25% no ano; saiba os motivos
Publicado 20/02/2026 • 13:49 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 20/02/2026 • 13:49 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Imagem gerada pelo ChatGPT
Ações do Pão de Açúcar perderam 25% de valor desde o início de 2026
As ações do GPA avançavam 2,63% no pregão desta sexta-feira (20), negociadas a R$ 3,11 na B3, em um movimento de recuperação técnica após a queda de 11% no pregão anterior. Apesar da alta pontual, o papel acumula desvalorização de cerca de 25% desde o início de 2026.
O mercado atribui o comportamento recente a uma combinação de fatores, como expectativa para o balanço do dia 24, pressão sobre a estrutura de capital, dúvidas quanto ao plano de reestruturação e revisões no setor de varejo alimentar.
Para Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, parte do movimento reflete redução de risco antes da divulgação dos resultados.
“Existe um certo nível de endividamento acima do que o mercado acha aceitável e ainda um turn around mais incerto. O mercado acaba reduzindo risco antes dessa divulgação”, afirmou.
Ele acrescentou que há também efeito de contágio setorial, mesmo após o Assaí já ter divulgado números. “Pode haver expectativa de desaceleração do consumo, o que pesa contra o setor alimentar.”
O GPA divulga seus resultados na próxima terça-feira (24), após o fechamento do mercado, data que concentra atenção dos investidores.
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A leitura mais crítica recai sobre a estrutura de capital. Segundo Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, a queda recente decorre de uma reavaliação severa de risco.
“A alavancagem financeira do GPA atingiu patamar alarmante, em torno de 4,5x dívida líquida/EBITDA. Concorrentes operam próximos de 2,5x e em trajetória de queda”, diz.
A dívida líquida estimada em R$ 2,7 bilhões supera o valor de mercado da companhia, hoje ao redor de R$ 1,5 bilhão. Para o executivo, essa relação pressiona o mercado de crédito e aumenta a percepção de vulnerabilidade.
Trevisan também aponta compressão de margens e desempenho abaixo dos pares. “O crescimento de receita foi de 1,4%, enquanto concorrentes avançam acima de 4%.”
Entre analistas, ganha força a avaliação de que a solução para equilibrar as contas passa por aumento de capital entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.
Os cortes de despesas anunciados, estimados em R$ 415 milhões, ajudam a preservar caixa, mas são vistos como insuficientes sem injeção de recursos.
Há ainda implicações acionárias. Hoje, 24,6% do capital está nas mãos do Grupo Coelho Diniz e 22,5% com o grupo Casino, que busca vender sua participação. Uma eventual capitalização poderia diluir o Casino e alterar a dinâmica de controle das ações do GPA.
O risco de diluição para acionistas atuais é considerado relevante, especialmente diante da baixa liquidez do papel, que amplia movimentos de volatilidade.
A tentativa do Casino de vender sua fatia cria um “overhang” no mercado, isto é, a expectativa de oferta relevante de ações. Esse fator técnico pesa sobre o preço.
A contratação da Alvarez & Marsal para apoiar o plano de reestruturação também foi interpretada como sinal da gravidade da situação financeira.
Segundo Trevisan, “não é um único fator, mas uma confluência de pressões que culminaram na reavaliação severa do risco”.
O varejo alimentar opera com margens historicamente estreitas, entre 5% e 7%. no atual ambiente de consumo mais fraco, empresas com estrutura de capital pressionada tendem a sofrer mais.
O cenário reforça a cautela dos investidores. Mesmo com a recuperação desta sexta-feira, o desempenho no acumulado do ano indica que o mercado exige sinais mais claros de estabilização financeira e melhora operacional.
A próxima divulgação de resultados deve funcionar como teste imediato para a narrativa de recuperação – e para o apetite de risco em relação às ações do GPA.
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