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Pão de Açúcar vai fechar? Entenda incerteza sobre continuidade operacional após balanço

Publicado 25/02/2026 • 22:06 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Os resultados do quarto trimestre de 2025 do Grupo Pão de Açúcar (GPA) alertam para o futuro incerto do conglomerado.
  • Empresa tem capital circulante negativo de R$ 1,2 bilhão e dívidas relevantes vencendo em 2026.
  • Neste cenário, companhia busca renegociar dívidas, cortar investimentos e vender ativos para preservar o caixa.
Pão de Açúcar vai fechar? Entenda incerteza sobre continuidade operacional após balanço

Foto: divulgação/Grupo Pão de Açúcar.

Pão de Açúcar vai fechar? Entenda incerteza sobre continuidade operacional após balanço

Os resultados do quarto trimestre de 2025 do Grupo Pão de Açúcar (GPA) alertam para o futuro incerto do conglomerado. Na última terça-feira (24), um relatório da empresa de auditoria Deloitte descreveu que, em 31 de dezembro de 2025, o capital circulante líquido negativo da empresa estava em R$ 1,2 bilhão. 

De acordo com o documento, as contas chegaram a esse nível devido a empréstimos e debêntures no valor de R$ 1,7 bilhão, com vencimentos marcados para 2026. Dessa forma, a Deloitte teme pela interrupção das operações do GPA.

“[…] Esses eventos ou condições indicam a existência de incerteza material, que pode lançar dúvidas significativas sobre a capacidade da companhia de continuar em operação. Nossa opinião não é modificada com relação a esse assunto”, descreveram os analistas em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

O alerta se mantém mesmo diante de outros indicadores promissores, como a geração positiva de caixa operacional. Isso porque o Grupo Pão de Açúcar acumulou prejuízo nos últimos três meses de 2025.

Agora, a administração da companhia procura meios de negociar o prazo de pagamento das dívidas, com o intuito de reduzir o custo financeiro, despesas e monetizar créditos tributários.

Ademais, segundo o GPA, os resultados foram apurados pressupondo a continuidade da operação. Contudo, diante da visão dos analistas da Deloitte, reconheceram que há risco de essa visão não se concretizar e que os números divulgados não incluem eventuais ajustes que seriam necessários, caso a situação financeira se deteriore.

Leia também: Grupo Pão de Açúcar elege novo CEO e diretoria

Outros números relevantes do Grupo Pão de Açúcar

Ainda sobre a saúde financeira do GPA, o relatório do quarto trimestre de 2025 aponta para prejuízos de R$ 572 milhões. Em comparação ao mesmo período em 2024, o prejuízo foi 48,2% menor. Já em uma perspectiva anual, a redução foi de 65,8%.

No que se refere à receita líquida, houve queda de 2% em comparação ao 4T25, alcançando o valor de R$ 5,11 bilhões.

Vale lembrar que o GPA engloba diversas empresas e marcas. Entre os mercados, há a rede Pão de Açúcar, Extra Mercado, Minuto Pão de Açúcar, Mini Extra, Pão de Açúcar Fresh. Em paralelo, contam também com marcas próprias, como Qualitá e Taeq.

Leia também: Raízen: saiba mais sobre empresa e os riscos de uma possível recuperação judicial

O que vem agora?

Na reunião realizada nesta quarta-feira (25), Alexandre de Jesus Santoro, CEO do Grupo Pão de Açúcar, se posicionou sobre o cenário crítico da empresa. Para o líder, o momento agora é de redução de gastos, mas fechar lojas será a última opção.

Além disso, segundo Santoro, será necessário revisar todas as despesas do grupo e estimular mudanças estruturais e culturais. Consequentemente, ele comentou que o plano de investimentos para este ano foi cortado pela metade, para R$ 350 milhões, e listou entre as medidas que a companhia vai tomar a negociação com credores financeiros, a racionalização de investimentos e a venda de imóveis que estão em desuso.

Por fim, o mercado respondeu aos resultados com 1,28% de queda nas ações da PCAR3. Ademais, o Grupo Pão de Açúcar deve continuar acompanhando a liquidez da empresa, para agir rapidamente caso outras intervenções sejam necessárias.

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