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Guerra no Irã pode custar US$ 1 trilhão ao contribuinte americano, diz acadêmica de Harvard
Publicado 14/04/2026 • 09:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/04/2026 • 09:26 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
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A guerra no Irã pode acabar custando aos contribuintes dos EUA muito mais do que os números oficiais sugerem, segundo a análise de uma acadêmica de Harvard.
Os primeiros seis dias da operação conjunta entre EUA e Israel contra a República Islâmica, iniciada em 28 de fevereiro, acumularam custos de US$ 11,3 bilhões, de acordo com o relatório do Pentágono ao Congresso.
Embora um cessar-fogo frágil ainda esteja em vigor, os esforços para alcançar um acordo duradouro têm se mostrado difíceis até agora. As forças americanas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos na segunda-feira, após o fracasso das negociações de paz no fim de semana.
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“Tenho certeza de que chegaremos a US$ 1 trilhão para a guerra no Irã”, disse a professora Linda Bilmes, especialista em políticas públicas da Harvard Kennedy School, em uma entrevista interna.
Sua pesquisa, publicada dois dias antes do anúncio do cessar-fogo temporário em 8 de abril, identificou várias razões pelas quais essa operação militar pode ter consequências catastróficas para a dívida nacional dos EUA no futuro.
Ela estima que os custos iniciais de curto prazo somem cerca de US$ 2 bilhões por dia durante os 40 dias de conflito ativo. Isso inclui o preço de munições, tropas e danos a equipamentos militares — como a derrubada de três caças F-15 por fogo amigo vindo do Kuwait.
Bilmes acredita que os custos de curto prazo são maiores do que parecem no papel, já que o Pentágono divulga números com base no valor histórico do estoque, e não no custo real de reposição desses equipamentos hoje — que costuma ser muito mais alto.
“Essas diferenças são uma das razões pelas quais os US$ 11,3 bilhões reportados estão mais próximos de US$ 16 bilhões, e refletem uma lacuna persistente entre o que o Pentágono informa em tempo real e o que a guerra realmente custa”, afirmou.
Bilmes acrescentou que grandes contratos de vários anos com a Lockheed Martin e a Boeing para interceptadores e mísseis significam que o custo de reposição para os EUA será muito maior — cerca de US$ 4 milhões por interceptador — do que o custo dos drones lançados pelo Irã, que podem ser produzidos por apenas US$ 30 mil cada.
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A longo prazo, o custo da guerra aumenta com a reconstrução de instalações e equipamentos danificados — não apenas dos ativos militares dos EUA na região, mas também da infraestrutura de seus aliados no Golfo.
Somam-se a isso os custos de possíveis benefícios vitalícios por incapacidade para cerca de 55 mil soldados enviados à região, que foram expostos a toxinas e riscos ambientais, o que aumenta ainda mais a carga sobre o contribuinte.
Enquanto isso, a Casa Branca pediu ao Congresso que aumente o orçamento de defesa dos EUA para US$ 1,5 trilhão, o que representaria a maior expansão dos gastos militares desde a Segunda Guerra Mundial.
E esse valor não inclui os US$ 200 bilhões que o Pentágono solicitou para serem reservados especificamente para a guerra no Irã.
“Mesmo que o Congresso não aprove o aumento total, é altamente provável que pelo menos US$ 100 bilhões por ano sejam adicionados ao orçamento-base de defesa, algo que não teria sido aprovado na ausência desta guerra”, acrescentou Bilmes.
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Esses gastos devem pesar significativamente sobre o crescente déficit fiscal dos Estados Unidos.
Quando comparada à guerra do Iraque, que custou US$ 2 trilhões no total, a dívida pública na época era inferior a US$ 4 trilhões. Hoje, ela ultrapassa US$ 31 trilhões, e grande parte disso decorre das guerras anteriores no Iraque e no Afeganistão, segundo Bilmes.
“Estamos contraindo dívida para financiar esta guerra a taxas mais altas, sobre uma base de endividamento muito maior”, disse.
“O resultado é que apenas os custos com juros acrescentarão bilhões de dólares ao custo total desta guerra. E, diferentemente dos custos iniciais, esses são custos que estamos explicitamente transferindo para a próxima geração.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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